-Imagem (1.1251145)-Imagem (Image_1.1251143)Do que você se recorda no início da carreira?Recordações boas. A casa dos meus pais fazia divisa com o campo (Antônio Accioly). Eu morava ali do lado. Era como se fosse o quintal da minha casa. Era só pular o muro e jogar. Meus pais não gostavam muito da ideia de que eu jogasse. Eles se preocupavam com o ambiente do futebol, a boemia. Não foi fácil convencê-los. Mas viram que seria possível jogar sem perder a responsabilidade.Como cresceu no clube?Aprendi muito na base. Fui o primeiro atleta goiano a ser chamado para a seleção brasileira sub-18 (1977). Fui ao Sul-Americano (vice) e ao Mundial (3º). Tinha 17 anos. Significou bastante. Trouxe experiência, abriu portas. Teve um colega de seleção, Nardela (ex- Grêmio), que me indicou ao Grêmio. Depois, fui negociado. Isso trouxe retorno (financeiro) e visibilidade ao clube. O Atlético passou a ser visto como celeiro de novos valores. Pude aparecer em nível nacional.Do recorde, o que pode dizer?Até hoje, hein (risos). É uma honra. Mas, tenho de dividir os méritos. A nossa equipe era muito boa. Tinha a mescla de jogadores jovens, como eu, e experientes. A gente treinava bastante as finalizações. Não se pode esquecer que tive bom número de jogos. Isso é um fato. Hoje, é mais difícil superar a marca, porque há menos jogos (no Estadual).Havia cobranças por títulos no Atlético?Os últimos haviam sido no início dos anos de 1970 (Goiano e Torneio da Integração). Não havia tanta cobrança. A torcida era mais tranquila.Hoje, após 40 anos, como você vê o clube?Vejo com bons olhos. A estrutura é bem maior. Os dirigentes já têm boa experiência. Fico feliz com o Atlético na Série A. O desejo nosso é de que permaneça, que possa se estruturar ainda mais, crescer, ser uma referência. Já é uma força em nível regional.