A lesão muscular sofrida pelo meia Lucas Paquetá abriu uma disputa por uma vaga na formação titular do Brasil para o jogo das oitavas de final contra a Noruega. O técnico Carlo Ancelotti tem pelo menos seis opções para escalar a seleção brasileira no duelo deste domingo (5), a partir das 17 horas (de Brasília), no estádio MetLife, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.Uma das curiosidades de Carlo Ancelotti pelo Brasil é que o treinador alterava a escalação da seleção em todos os jogos. A primeira vez que ele repetiu o time entre um jogo e outro foi justamente nas vitórias sobre a Escócia, pela 3ª rodada da 1ª fase da Copa, e Japão, pela 2ª fase do Mundial. Lucas Paquetá se machucou no duelo diante da seleção asiática, e o italiano será forçado a mudar a escalação contra a Noruega.O treinador tem diferentes opções, entre elas um favorito. A escolha passará pela estratégia de jogo e pela formação tática que ele vai preferir para a partida eliminatória.Danilo SantosO volante é o substituto imediato de Lucas Paquetá. Ele atua justamente na mesma faixa de campo do jogador lesionado. Durante treinos na Copa do Mundo, foi testado na função.A escolha por Danilo Santos manteria a formação tática do Brasil que vem sendo utilizada desde a estreia diante do Marrocos: 4–3-3.Fabinho e EdersonCaso Ancelotti opte por reforçar o meio-campo, Fabinho e Ederson são as principais alternativas. Essa alternativa mudaria o estilo de jogo do Brasil.Fabinho e Enderson são volantes mais defensivos. Caso um deles seja escalado, o meia Bruno Guimarães seria sobrecarregado na construção ofensiva do Brasil. Normalmente, Bruno alterna essa função com Lucas Paquetá.Martinelli e EndrickDurante o ciclo para a Copa do Mundo e em diversos momentos durante os jogos, o técnico Carlo Ancelotti escalou o Brasil na formação 4-2-4, mais ofensiva.Essa é uma das alternativas para o jogo contra a Noruega. Neste caso, Martinelli e Endrick seriam as principais opções.A formação é menos provável justamente por ser mais ofensiva. O técnico Carlo Ancelotti deve optar, no primeiro momento, por uma escalação mais equilibrada.Contra o Japão, o 4-2-4 foi a formação que Ancelotti escolheu quando definiu Endrick como substituto de Lucas Paquetá. O atacante entrou no intervalo depois que o meia se machucou no final do primeiro tempo da partida contra a seleção asiática.Neste caso, Endrick ou Martinelli jogaria mais próximo de Matheus Cunha dentro da área. Rayan e Vini Júnior ficariam abertos pelas pontas.Nessa formação, Matheus Cunha também faz função diferente. Em momentos sem bola, o atacante atuaria mais recuado, como um meia.NeymarA menos provável opção é a entrada de Neymar na formação titular. O camisa 10 ainda não tem condição de atuar durante 90 minutos, mas seria a opção caso Carlo Ancelotti opte por não mudar drasticamente a formação tática e o modelo de jogo do Brasil.Apesar de ser um jogador mais ofensivo e ter liberdade para atuar em diferentes faixas do campo, Neymar como titular não sobrecarregaria o jogo de Bruno Guimarães. Eles iam alternar na construção ofensiva.O que pesa contra Neymar é a condição física. O camisa 10 ainda não consegue atuar por 90 minutos e isso pode ser determinante para o jogador seguir como opção no banco de reservas e entrar durante o jogo.