Uma das razoáveis justificativas para a decepcionante campanha do Brasil na última Copa do Mundo foram as lesões. Se Carlo Ancelotti foi criticado por várias de suas escolhas -e admitiu erros-, é também verdade que a ausência de peças que ele considerava importantes tenha representado um obstáculo significativo. Com apenas um ano de trabalho até o Mundial, o italiano apostou em jogadores que já conhecia bem do tempo de Real Madrid. Era o caso de do defensor Éder Militão e do atacante Rodrygo, que tiveram problemas físicos graves e não foram à América do Norte. O atacante Estêvão, por quem o treinador rapidamente se encantou, também ficou fora. A lista aumentou já nos Estados Unidos. O lateral direito Wesley, que assumira a posição na ausência de Militão, foi cortado após lesão em amistoso. E o atacante Raphinha, figura-chave da equipe, jogou menos de uma partida e meia no Mundial, passando o resto do torneio em fracassada tentativa de recuperação.