A 18ª edição da 3ª Divisão do Campeonato Goiano começa neste sábado (14), com 13 participantes, um recorde no torneio. Destacam-se times tradicionais, que fizeram história na elite estadual, como Goiatuba, campeão goiano de 1992, Santa Helena, vice em 2010, e Mineiros, 3º colocado em 1993 e 2005.São seis remanescentes do campeonato do ano passado: Inhumas, Mineiros, Monte Cristo, Pires do Rio, Raça e Rioverdense. Aseev e Santa Helena foram rebaixados da Divisão de Acesso em 2018.Os primeiros jogos são válidos pelo grupo A: Rioverdense x Mineiros, às 15h30 deste sábado, no Mozart Veloso do Carmo, e Umuarama x Santa Helena, no Ferreirão, em Iporá, às 15h30 deste domingo (15).Uma das atrações da Terceirona é o retorno do Goiatuba, fundado em 1970 e que chegou a disputar a Copa do Brasil em 1993. Nos últimos anos, conviveu com o ostracismo. A última participação em um campeonato profissional foi em 2010. Agora, em 2019, a responsabilidade de comandar a retomada do Azulão é Gilberto Pereira.“A cidade está bastante empolgada, com uma expectativa muito grande, neste retorno às atividades esportivas após tantos anos. Como acontece em toda divisão, temos algumas dificuldades, mas estamos bastante empenhados para conquistar o acesso”, ressaltou o treinador.Além dos jovens, o Goiatuba conta com atletas conhecidos do futebol goiano, como o goleiro Weverton (ex-Vila, Atlético e Trindade), o zagueiro Lucão (ex-Iporá), o meia Adriano Pimenta (ex-Atlético) e o atacante João Pedro (ex-Atlético).A rodagem dos jogadores será importante para a fase decisiva, na avaliação do comandante. “Penso que são dois campeonatos bem distintos. Não adianta só fazer uma grande 1ª fase. Temos também de mostrar força no mata-mata. Eu acho um grande erro (duas fases), pois meritocracia deve existir e quem chegar na frente (em pontos corridos) é o melhor. O mata-mata favorece equipes que não têm estrutura e que podem aproveitar alguma condição diferente.”Além do Goiatuba, outros cinco times voltam a participar de torneios profissionais. Após 13 anos, o Tupy de Jussara retorna ao torneio. Os outros são: Atlético Rioverdense (ausente desde 2009), Umuarama (2016) e União Inhumas (2017).Dupla camaronesa em ação na equipe de MineirosUm dos seis remanescentes da Terceirona do ano passado, o Mineiros faz aposta internacional. A Águia do Vale será comandada pelo treinador camaronês Love Kestelot Ndjiongang Pogne, que trabalhou no Brasil de 2006 até 2015, em times do interior paulista, como o Independente de Limeira e o Cotia (base). Retornou ao Brasil para retirar a licença A no curso de treinadores da CBF, em dezembro. Antes disso, recebeu e aceitou o desafio no futebol goiano.“Estou bastante contente de trabalhar em um time com história e que me recebeu tão bem. A expectativa para a participação no torneio é brigar pela classificação e, em seguida, iremos focar para subir para a 2ª Divisão. Não podemos ser considerados favoritos, mas somos otimistas”, destacou o técnico.Além de Love, outro camaronês está no clube: o atacante Brice Arnel Yowgoua, de 20 anos. O presidente Elizam Carrijo Barbosa acredita que a presença dos africanos ajuda também fora de campo. “Um empresário amigo de São Paulo nos sugeriu, contando que ele ficaria parado por seis meses até o curso da CBF, e nós aceitamos. É um treinador disciplinador, como pudemos perceber neste um mês de trabalho. Além disso, é uma forma de divulgarmos o nome da cidade. Unimos o útil ao agradável”, concluiu o dirigente da Águia.