A queda da Albânia para a Polônia, em Varsóvia, nesta quinta-feira (26), pela semifinal da repescagem europeia para a Copa do Mundo, frustrou o sonho de 2,4 milhões de albaneses de vivenciar o primeiro Mundial da história do país, mas, curiosamente, também pode ter sido um duro golpe para o futebol brasileiro. Com a equipe dirigida pelo ex-lateral e hoje técnico Sylvinho eliminada, a Copa 2026 pode ser a primeira da quase centenária história do torneio em que não haverá um único técnico brasileiro no banco de reservas. E isso no maior Mundial de todos os tempos -que teve o número de seleções ampliado de 32 para 48. "Em 2013, mencionei em uma declaração ao [jornal] O Globo que estávamos defasados em termos de trabalho quanto aquilo que faziam fora do país. Um ano depois, o Zico ratificou essa minha fala. Depois de ficar muito tempo fora, vi que era necessário abrirmos os olhos. Que da forma como as coisas estavam acontecendo, ficamos para trás. Alguns companheiros de profissão ficaram chateados, mas aí veio 2014, o 7 a 1...", disse à reportagem o técnico Paulo Autuori, que foi demitido nesta quinta-feira pelo Sporting Cristal, do Peru.