Em tempos de Copa do Mundo, de palpites e apostas, o futebol movimenta milhões de pessoas e atiça os palpiteiros. Os bolões pipocam nos bares, bancas, locais de trabalho, grupos de amigos e famílias. Palpitar numa zebra ou num resultado improvável se torna a chance de faturar mais. Pois há quase 76 anos, um menino de 12 anos contrariou a lógica num bolão que foi organizado num ponto de encontro no Bairro de Campinas, o Bar do Fiori, nas imediações da Avenida 24 de Outubro. Todos confiavam cegamente na vitória do Brasil sobre o Uruguai, na final do Mundial de 1950, disputado no Maracanã no dia 16 de julho. Quem arriscava um palpite otimista e colocava dinheiro na lista de apostadores imaginava que seria uma goleada brasileira. Decepção geral da nação, pois a equipe nacional perdeu de virada para os uruguaios, por 2 a 1. Para surpresa geral, na conferência dos palpites no Bar do Fiori, o menino Antônio do Prado, natural de Hidrolândia e hoje com 89 anos, acertou o resultado do jogo. Enquanto todos choravam a derrota, o garoto se dirigiu ao local para receber o dinheiro.