Correr no tempo seco e quente não é fácil. O empresário do ramo contábil Frank Moreira da Silva, de 40 anos, nascido em Uruaçu, e a mentora de otimização de processos Mariana Louzada, de 39 anos, nascida em Ituiutaba (MG), fazem adaptações durante este período específico do ano.“Na hidratação, sempre uso uma garrafa de água, correndo com ela ou deixando na assessoria onde treino. Isso é uma exigência do nutricionista que me acompanha. Procuro já começar o treino bem hidratado e manter essa reposição ao longo da atividade, sem esperar sentir sede”, comentou Frank.O empresário procura treinar no período da manhã, entre 5h30 e 6 horas. Ele contou que o treinador dele costuma ajustar os treinos mais intensos para garantir uma melhor entrega e desempenho, especialmente em dias de calor. Segundo Frank, a principal dificuldade em correr no calor extremo é a perda de líquido.“Sou uma pessoa que transpira muito, então essa perda é em excesso, o que impacta bastante o meu rendimento. Por isso, faço acompanhamento com nutricionista para tentar manter o desempenho e equilibrar melhor a hidratação.”Mariana Louzada também intensifica a hidratação antes e depois dos treinos de corrida. Em época de calor, ela se alimenta de forma mais natural e leve, usa umidificador durante a noite, procura encaixar os treinos em horários mais frescos pela manhã e, principalmente, fica atenta aos sinais do próprio corpo, pois esse momento requer atenção.“Para mim, a maior dificuldade de correr no calor extremo é a intensidade do sol durante os treinos e a desidratação, que requer mais atenção. Apesar de amar o calor, a atenção precisa ser redobrada. Em Goiânia, temos vários parques arborizados, o que facilita e contribui para a prática de atividades físicas nesse período”, contou Mariana.Os dois corredores têm histórias particulares interessantes com a corrida de rua. Frank pratica corrida desde 2015. No começo, era mais como uma forma de fazer cardio e cuidar da saúde, sem grandes pretensões. Depois da pandemia, principalmente, a corrida acabou ganhando outro significado.“Em meio à rotina agitada e às responsabilidades do dia a dia, a corrida se tornou um escape, um momento para desligar um pouco a cabeça, aliviar o estresse e cuidar também da mente. Com o tempo, fui levando a corrida mais a sério, participando de provas e estabelecendo novos objetivos, e hoje ela faz parte da minha rotina.”Mariana, por sua vez, começou a correr há seis anos depois de um tratamento de câncer de mama em 2019, que a fez buscar uma atividade ao ar livre que pudesse lhe trazer conexões, desafios, bem-estar e longevidade. Através do convite do treinador Renan Pimenta, da Infinity Assessoria, decidiu experimentar a corrida e se apaixonou-se pela modalidade.