Desde que foi contratado pelo Goiás, Gilberto Júnior mostrou regularidade e se tornou um dos jogadores que mais entraram em campo pelo time. Apenas Léo Sena, David Duarte, Jefferson, Fábio Sanches e o ex-esmeraldino Michael jogaram mais vezes do que o volante. O período de três temporadas na equipe goiana foi suficiente para o jogador de 31 anos criar identificação com a equipe a ponto de chamar o clube esmeraldino de “casa”. Giba, como o atleta é conhecido no Goiás e entre familiares, não vê a hora de poder voltar aos treinos e disputar jogos.“A saudade é enorme da rotina de treinos, dos parceiros, das concentrações e da adrenalina dos jogos. Torço para que tudo isso acabe para que possamos voltar o quanto antes. Tenho sonho de conquistar títulos pelo Goiás. Vou lutar para levantar taças pelo clube quando essa pandemia acabar”, avisou Gilberto Júnior.Jogar no Goiás parece até parte do destino. A cidade natal do volante possui o mesmo nome de como o estádio da equipe é conhecido: Serrinha. “É minha terra, na Bahia. A pandemia nos alerta sobre muita coisa, como reflexão sobre a vida, nossa higiene diária é necessária. Por isso, aproveito para me cuidar, ficar próximo da família e aguardo pelo fim da paralisação para voltar a fazer o que amo”, salientou o volante esmeraldino.Clubes pelo País ensaiam e discutem a possibilidade de retorno ao treinos. Para o volante do Goiás, a paralisação, que já dura quase dois meses, terá impacto direto nas condições físicas, táticas e técnicas de cada jogador e equipe.“Apesar de reconhecer isso, não posso parar (durante a quarentena). Tento manter minha forma e condicionamento físico para, quando voltar, não sentir tanto. Treino rigorosamente os exercícios enviados pelo preparador (Alexandre Lopes) e todos os dias faço meus treinamentos”, afirma Gilberto Júnior.Sem futebol, o esmeraldino se vira como pode para encontrar o melhor passatempo. Além de treinar, o volante não abre mão de jogar dominó com primos, brincar com sobrinho e assistir lives nas redes sociais. “Tem sido o entretenimento da galera. Como um bom baiano raiz, acompanhei algumas bandas locais como ‘Flavinho a Carreta’ e ‘Unha Pinha’. Já passei horas assistindo Harmonia do Samba, Léo Santana também e a rainha Veveta (Ivete Sangalo)”, contou o jogador esmeraldino.Gilberto Júnior foi contratado pelo Goiás em 2018, após ter sido um dos destaques do Goianão pela Anapolina. Desde então, foram 73 partidas disputadas pelo volante.“O Goiás se tornou um clube muito especial pra mim. Conquistar o acesso à elite e a vaga na Sul-Americana são a confirmação de que escolhi certo quando decidi voltar a atuar no Brasil”, admitiu o volante que, ao longo da carreira, defendeu times dos Estados Unidos (Philadelphia Union e Sacramento Republic) e teve passagem rápida pelo Casa Pia, de Portugal, antes de voltar para o País e assinar com a Rubra. “Depois disso, minha vida mudou muito. Está maravilhosa”, reforçou o atleta do Goiás.