Marcos Paulo Alves, de 13 anos, ganhou uma chance no esporte graças ao trabalho de olheiros que vislumbraram seu talento para o vôlei sentado. Além de uma mudança brusca na rotina, a atividade trouxe benefícios físicos fundamentais para o jovem, que vive em Goiânia.“Ele começou recentemente no esporte e, até os seus primeiros passos no meio, era a mãe dele quem tocava sua cadeira de rodas. Porém, o quadro de plegia que ele tem permite que exista uma movimentação, mesmo que com dificuldade, dos membros inferiores. Por meio do vôlei sentado e de um trabalho de fortalecimento na academia, o Marcos conseguiu manter o tônus muscular e treinar sem a necessidade de cadeira”, contou a professora de educação física Luzia Inês Oliveira, de 23 anos, que trabalhou com o garoto nos Jogos Paralímpicos Escolares, disputados em São Paulo em novembro do ano passado.Destaque na competição na capital paulista, Marcos Paulo recebeu a chance de participar do camping para jovens atletas paralímpicos, também em solo paulistano. Lá, com o auxílio dos trabalhos de reforço muscular, ele conseguiu também atuar sem precisar da cadeira especial. “Um dos principais objetivos do esporte é o de propiciar a autonomia das pessoas. Observei isso nele”, afirmou Luzia Inês, sobre os avanços do adolescente.“Pela idade, por ser novo e por não conhecer nenhum tipo de esporte, acredito que essa novidade trouxe independência para ele. A atividade física, além da prática, faz com que as pessoas se conheçam como autônomas, se sintam livres”, completou a professora.