Jair Ventura, ex-treinador do Atlético-GO e Goiás, tinha só 38 anos em 2017 quando passou a ser apontado como o principal rosto de uma nova geração de treinadores capaz de mudar a arranhada imagem do país depois da derrota por 7 a 1 da seleção brasileira para a Alemanha, na Copa de 2014. Naquele ano, o jovem técnico havia conseguido descolar a sua imagem da do pai, o ex-ponta Jairzinho, o Furacão da Copa de 1970, graças a um trabalho surpreendente à frente de um Botafogo de recursos escassos --semifinalista da Copa do Brasil, chegou até as quartas da Libertadores, só caindo para o Grêmio, que seria campeão do torneio. Quase uma década depois, entre questionamentos e rótulos, ele vive uma nova fase elogiada na carreira desde que assumiu o Vitória em setembro do ano passado. Já são 57 partidas, próximo de igualar o segundo trabalho mais longevo da carreira.