Os 41 dias que separam o Vila Nova da eliminação na 1ª fase do Goiano para a estreia na Série C do Brasileiro vêm sendo de preocupação no clube. O longo período sem jogos e, portanto, sem receita, volta a agravar a crônica crise financeira. O time precisa de reforços, mas esbarra na falta de dinheiro. O Vila estreia na 3ª Divisão nacional em uma semana, contra o Grêmio Barueri (SP), às 10 horas, no Estádio Serra Dourada. “Estamos tentando buscar jogadores dentro da realidade do clube, mas meu compromisso é primeiro organizar a casa com responsabilidade. Não podemos dar um passo maior do que podemos”, justifica o diretor de futebol, Hugo Jorge Bravo, há um mês no cargo. “Esta situação financeira do Vila vem me atormentando muito. Não adianta nada fazer o trabalho sem respaldo financeiro”, desabafa Hugo, que conseguiu fazer seis contratações, além do técnico Márcio Bittencourt. Seis jogadores deixaram ou não estão mais nos planos do clube, que ainda quer um lateral esquerdo e um atacante. Segundo o dirigente, o intuito é utilizar de 40% a 50% de garotos da base no elenco, que hoje tem 32 jogadores. Jogadores e funcionários estão com salários atrasados. O grupo recebeu parte do salário referente a março e não recebeu abril. Alguns funcionários ainda têm vencimentos de outros anos a receber. “O pessoal (diretoria) tem buscado captar recursos e eu também estou ajudando no que posso. É complicado organizar uma situação que vem desorganizada há tempos”, disse. Hoje, o Vila faz um jogo-treino, às 10 horas, no OBA, contra a equipe amadora do Noronha Alimentos. O Tigre terá: Marcelo Pitol; Gian, Douglas, Diego e Alan; Alexandre, Osmar, Thiago Marin e Wesley; Marco Aurélio e Frontini.