Entre os novos contratados pelo Atlético-GO, o meia Lima chama a atenção pela habilidade com a perna esquerda nos treinos, pela origem portuguesa e pelo DNA. O pai dele é o ex-zagueiro Nem, nome de respeito e de um currículo vencedor no Athletico-PR, no qual era o capitão do time no inédito título do Brasileiro de 2001.Lima iniciou a carreira na base do Furacão, teve bons momentos no time e se mostra disposto a trilhar novo caminho na carreira, agora como profissional do Dragão. De Athletico-PR para Atlético-GO, Lima garante que chega para ser um jogador com o “sangue novo”, algo repetido sobre o perfil exigido no clube goiano.“Falando do sangue novo, ouvi uma entrevista do (presidente (Adson Batista), que disse que queria trazer gente com a barriga vazia para correr, dar o sangue dentro de campo. E é para isso que estou vindo, que estou trabalhando no dia a dia, para dar o melhor dentro de campo, dar o sangue em campo”, frisou o meia, candidato a camisa 10 do Dragão neste início de temporada.Ele tem 20 anos e chega ao Dragão em definitivo, com dois anos de contrato. Não terá mais vínculo contratual com o Athletico-PR.Sangue e disposição eram elementos que o pai dele, o ex-jogador Nem, entregou durante passagem pelo Furacão, em 2001. Naquele ano, o técnico Geninho formou elenco competitivo e com jogadores que não tinham medo de cara feia, como Nem e o volante Cocito (ex-Vila Nova).O clube projetou o volante Kleberson, pentacampeão mundial no ano seguinte pela seleção brasileira. Outros nomes, como os goianos Rogério Souza (lateral) e Rogério Corrêa (zagueiro), fizeram parte daquele elenco vitorioso. Kleber Pereira e Alex Mineiro eram os goleadores. Nem, o capitão, levantou o troféu em São Caetano do Sul (SP), na final diante do São Caetano.Lima não quis ser zagueiro, como o pai. “É verdade. Sempre quis ser o (camisa) 10, por ser muito habilidoso e canhoto. E eu deixei (risos)”, revelou o pai ao POPULAR.O ex-zagueiro falou sobre a escolha para a carreira do filho. “O Atlético-GO é, ao meu ver, um grande time e tem dado muita oportunidade para esses meninos que estão com muita vontade de mostrar o seu futebol. Aqui (Athletico-PR), não teve oportunidade de mostrar. Então, preferi que ele (Lima) fosse para aí (Atlético-GO)”, explicou Nem.No Furacão, Lima teve alguns bons momentos, como o gol marcado do meio de campo aos 4 segundos de jogo, no clássico Atletiba pelo Paranaense Sub-17 de 2022, em que chutou a longa distância na saída de bola.À procura de nova oportunidade na carreira para o filho, Nem diz que fez a opção pelo Dragão. “Acredito muito no projeto aí do presidente (Adson Batista). O Lima está no lugar certo para chegar aonde quer chegar. Só depende dele mesmo”, frisou o capitão do Furacão no título do Brasileiro 2001. “Ele é um menino muito dedicado, focado e sabe muito bem o que quer da carreira, no futebol.”Companheiro de zaga de Nem no Furacão, o goiano Rogério Corrêa lembra que Lima foi jogador dele numa escolinha, em Curitiba. Depois, foi para a base do Athletico-PR. “É um meia de refino técnico com a bola. Finaliza bem com a esquerda. Fez bons jogos na base (Athletico-PR), marcou um gol do meio de campo”, lembrou Rogério Corrêa, atualmente treinador do Grêmio Prudente-SP.Lima nasceu em Portugal, o que se explica pela carreira do pai. Por causa do currículo no Athletico-PR, Nem se transferiu para o Atlético-MG e, mais tarde, deixou o País para jogar pelo Braga (Portugal), de 2004 a 2007. A passagem dele pelo futebol europeu coincidiu com o nascimento do filho, Lima, em 2005. Por isso, o jogador é português, a terra de Cristiano Ronaldo, apesar de se definir como “muito mais brasileiro”.