A diretoria do Goiás não vai comentar o momento da equipe na Série B. Com exceção do diretor de futebol Michel Alves, em um pronunciamento após a goleada sofrida para o Fortaleza, nenhum dirigente do clube falou sobre a má fase do time esmeraldino, que terminou a 7ª rodada da Série B na 17ª posição, dentro da zona de rebaixamento (Z4).O POPULAR entrou em contato com os principais dirigentes da equipe: Aroldo Guidão, presidente do Conselho de Administração, e Paulo Rogério Pinheiro, presidente do Conselho Deliberativo. O primeiro não retornou o contato feito pela reportagem, enquanto o segundo não quis conceder entrevista.Internamente, o Goiás tenta manter a união na primeira crise que a equipe vive na temporada de 2026. A semana será decisiva para o time esmeraldino, que perdeu as últimas quatro partidas na Série B e segue perdendo posições. O clube era líder após a 3ª rodada e, quatro jogos depois, caiu para a 17ª posição.Neste momento, uma troca no comando técnico não é debatida. Daniel Paulista segue com respaldo junto ao departamento de futebol. Há o entendimento que o treinador pode recuperar o elenco esmeraldino, mas que ele também tem convivido com problemas para escalar a equipe nas últimas semanas.Para o jogo contra o Fortaleza, em que o Goiás foi goleado por 4 a 1, Daniel Paulista perdeu dois atletas titulares por lesão: o meia Lourenço, que se recupera de uma entorse no joelho esquerdo, e o volante Filipe Machado, que faz tratamento de contusão muscular na coxa direita. Eles seguem fora diante do Vila Nova, adversário da próxima rodada.Para o clássico do próximo sábado (9), o treinador não contará com o lateral esquerdo Nicolas, que foi expulso na goleada sofrida para o Fortaleza e cumprirá suspensão. O atacante Cadu sofreu uma contusão muscular na coxa esquerda. Ele foi substituído no primeiro tempo na Arena Castelão e é dúvida para o confronto contra o rival colorado.O ex-goleiro Kleber Guerra, comentarista da TV Anhanguera, acredita que o momento do Goiás é de recomeçar a campanha na Série B.“Tem que reiniciar a Série B do zero. A pressão é grande por estar na zona de rebaixamento, mas as equipes jogam de igual para igual. Precisa equilibrar atuações entre os dois tempos do jogo, o Goiás deixou de ser uma equipe que vai surpreender e se tornou previsível e de fácil leitura para adversários”, comentou Kleber Guerra.O comentarista reforça que as lesões de jogadores nas últimas rodadas impactaram no desempenho do time, principalmente a saída de Lourenço, que é considerado o motor do meio-campo do Goiás. O jogador deve ficar fora por mais três semanas.Kleber Guerra também frisou que, nas últimas rodadas, o Goiás tem mostrado dificuldade de manter atuações depois do intervalo. O time apresenta bom desempenho no primeiro tempo, mas tem queda na etapa final.“As substituições têm deixado o time enfraquecido, e o Goiás tem sofrido gols entrando pelo meio-campo. Deu para ver contra o Fortaleza que falta marcação no meio-campo. São pontos para melhorar. São quatro derrotas e vai para o clássico contra o Vila Nova, que vive melhor momento. O Goiás tem que se organizar e buscar uma forma de jogo mais consciente dentro do melhor 11 possível”, acrescentou Kleber Guerra.O elenco do Goiás voltou aos treinos nesta segunda-feira (4) e iniciou a preparação para o clássico contra o Vila Nova.A equipe esmeraldina tenta, contra o rival colorado, encerrar sua maior sequência de derrotas na Série B desde que os pontos corridos foram adotados. O Goiás perdeu as últimas quatro partidas e voltou ao Z4 depois de 146 rodadas.É a primeira vez, desde a edição de 2018, que o Goiás finaliza uma rodada da Série B dentro do Z4. A última vez que isso ocorreu foi na 12ª rodada em 2018. Na ocasião, a equipe esmeraldina foi a 17ª colocada. Depois desse registro, o clube disputou 146 rodadas por quatro edições diferentes da Série B: 2021, 2024, 2025 e 2026.