Finalistas do Campeonato Goiano, Goiás e Atlético-GO têm usado a profundidade de seus elencos como trunfo e chegam para a decisão estadual com conhecimento praticamente completo dos jogadores à disposição. Os clubes têm encontrado em seus grupos de atletas alternativas para mudar jogos e reforçar as opções para fases decisivas desde fevereiro.GoiásJogadores que chegaram recentemente e atletas que saem do banco têm sido peças importantes para o Goiás neste início de 2026. O técnico Daniel Paulista tem encontrado soluções no elenco, com reforços ou jovens da base.O atacante Cadu, de 21 anos, emprestado pelo Atlético-MG, já mostrou personalidade. Ele atuou em três partidas saindo do banco, na vaga de Anselmo Ramon, com quem disputa posição. Ele estreou no jogo de ida da semifinal do Goianão contra a Anapolina.Pela Copa do Brasil, diante do Gama, marcou seu primeiro gol com a camisa esmeraldina, empatando a partida em 2 a 2 na reta final e levando a decisão para os pênaltis. Na disputa, o Goiás avançou com defesa decisiva de Tadeu na última cobrança adversária.No jogo de volta da semifinal do Goianão, na Serrinha, após novo empate em 1 a 1, Cadu assumiu a quinta e última cobrança. Com muita personalidade, sem tomar distância, bateu de perna direita no canto esquerdo do goleiro e garantiu o Goiás na final.Outro reforço, Lucas Lima, contratado junto ao Sport, também vem ganhando minutos. Foi titular contra o Gama, atuando os 90 minutos. Antes disso, entrou nas quartas de final do Estadual contra o Crac, quando jogou 18 minutos, e participou dos dois jogos diante da Anapolina, com 28 minutos na ida e 31 na volta.Mesmo desperdiçando uma cobrança de pênalti contra a Anapolina, chutando para fora, e convertendo na disputa diante do Gama, Lucas Lima ainda não contribuiu com gols ou assistências com a bola rolando. No entanto, vem aumentando seu tempo de jogo, já que não vinha atuando regularmente no clube anterior, e ganha condicionamento físico e ritmo.A base também tem dado respostas. O atacante Pedrinho, de 21 anos, soma dez partidas na temporada, alternando entre titular e reserva, cinco como inicial e cinco saindo do banco. Na última partida contra a Anapolina, atuou durante os 90 minutos.Já o meio-campista Guilherme Baldoria, de 20 anos, tem seis jogos em 2026. Antes da última partida, acumulava 89 minutos em campo, pouco menos que um jogo completo. Contra a Anapolina, porém, foi titular e atuou por 70 minutos, sinal claro do aumento de confiança da comissão técnica no jovem.O atacante Brayann também apareceu como novidade. Após dois jogos sem ser utilizado contra Crac e Anapolina, voltou a atuar na Copa do Brasil diante do Gama, entrando nos 20 minutos finais. A surpresa veio no jogo de volta da semifinal do Estadual, quando começou como titular. Ele soma sete partidas na temporada, quatro delas saindo do banco, e recebeu mais minutos nos últimos dois jogos.Outros nomes seguem sendo importantes como opções no decorrer das partidas. O lateral-direito Rodrigo Soares, que converteu um dos pênaltis na disputa contra a Anapolina, é o jogador que mais vezes entrou no decorrer dos jogos: participou de 12 partidas e saiu do banco em oito delas.O experiente Juninho, de 38 anos, perdeu a titularidade em 2026, mas segue participativo. Em nove jogos, entrou em seis saindo do banco. Não foi utilizado nas duas partidas das quartas contra o Crac e começou como reserva na ida da semifinal, mas continua alternativa frequente ao longo das partidas.Atlético-GONo Atlético-GO, imprevistos e mudanças de sistema tático desafiaram o técnico Rafael Lacerda. Em situações de emergência e alguns desfalques, o treinador teve de buscar soluções que não estavam previstas. Os jogadores que foram recrutados para os jogos e saíram do banco de reservas não desafinaram. A comissão técnica precisou escalar os zagueiros Natã Felipe e o paraguaio Junior Barreto, o volante Leandro Vilela, o meia Ariel e os atacantes Bruno José e Jean Dias nas partidas decisivas do Goianão e na Copa do Brasil.O caso mais emblemático é o do volante Leandro Vilela, de 30 anos e que passou quase um mês pelo processo de avaliações físicas, exames médicos e o trabalho de fortalecimento muscular para ter condições de atuar. De jogador vetado pelo Náutico, após diagnóstico de estresse no ligamento do joelho, no início do ano, o volante passou a titular do Dragão depois de passar por avaliações e recuperação.Antes do primeiro clássico da semifinal, em que o Dragão venceu o Vila Nova (2 a 0), o titular da posição seria Geovane, que se lesionou. Rafael Lacerda teve conversa com Leandro Vilela. Chance ou prova de fogo, fato é que o jogador foi escalado, deu conta do recado e foi elogiado, apesar de ter sido substituído no intervalo.No último domingo (1º), suportou os 90 minutos, depois de ter atuado no quarta-feira (25), pela Copa do Brasil. É cotado para continuar na equipe ou entrar durante as duas partidas finais do Estadual, diante do Goiás. “Fico feliz pelo meu início. Tenho feito boas partidas, mas com bastante margem para melhorar. Não estou no meu nível ideal. Sabia que sentiria (falta) de ritmo de jogo, percebo dentro de campo que os outros atletas estão num ritmo melhor e que têm melhores condições do que eu. Fiz três jogos em apenas uma semana. O meu corpo está se readaptando aos estímulos. Fiquei quase cinco meses sem disputar partidas”, detalhou o volante.Outro jogador que também entrou e tem dado conta do recado é o zagueiro Natã Felipe, de 24 anos. Firme no sistema defensivo, atuou como zagueiro pelo lado direito da defesa no sistema 3-5-2, utilizado contra a Abecat. Depois, precisou jogar no lugar de Tito, que se recupera de contusão no tornozelo. Natã fez o segundo gol, de cabeça, na vitória (2 a 0) sobre o Vila Nova. Ele tem oito atuações neste ano.O paraguaio Junior Barreto fez a estreia no primeiro clássico com o Vila Nova, ao jogar dez minutos no segundo tempo. No domingo (1º), entrou no segundo tempo e ficou mais tempo – 29 minutos, no OBA. No caso dele, Lacerda procura dar-lhe ritmo de jogo e de adaptação, caso Tito não se recupere.Outra situação interessante de bom uso das opções no elenco se deu com o meia Ariel, de 27 anos. Antes camisa 10 no Anápolis, Ariel se tornou o implacável homem de marcação sobre o volante e meia vilanovense João Vieira. Dependendo de uma escolha, por exemplo, para fazer a marcação sobre Lourenço, o articulador do meio-campo do Goiás, Ariel aparece como candidato à titularidade na final. No ataque, Rafael Lacerda tem buscado opções. Bruno José foi contratado e atuou nos últimos jogos, mas dele se espera mais. Pode aparecer no lugar do uruguaio Kevin Ramírez, suspenso para o primeiro jogo da final, no sábado (7), no Estádio Antônio Accioly. Jean Dias não é titular, mas se tornou a opção mais imediata na lateral direita, assim como no domingo (1º), para suprir a ausência do especialista e titular, Matheus Ribeiro.