-Imagem (Image_1.1162064)Quando sofreu o acidente que levou à amputação de parte de sua perna esquerda, aos 16 anos, Adria Jesus da Silva, hoje com 33 anos, surpreendeu pela forma como buscou a superação. Poucos imaginavam que a menina quieta, que pouco gostava de brincar na rua, se tornaria alguém capaz de demonstrar a “força incrível”, como ela mesma descreve, que a levou a se tornar uma medalhista paralímpica - ganhou o bronze - pela seleção brasileira de vôlei sentado.O acidente, ocorrido em um Dia das Crianças e que, hoje, completa 17 anos, mudou a vida dela. Então, veio o esporte, que a ajudou a ter uma nova percepção do mundo. “Pegavam muito no meu pé, por ser medrosa, mas cresci desta forma. Nunca fui muito espoleta”, disse Adria. Na infância, preferia se dedicar às brincadeiras de boneca, enquanto as duas sobrinhas, que tinham mesma idade que ela, preferiam se divertir fora de casa. Subir em árvores, ela conta, era um desafio impensável. No Jardim América, onde ela viveu até os 11 anos, antes da mudança para o Parque Anhanguera, cultivou parte das recordações que guarda, como a da praça em que desenhavam a “amarelinha” e a da casa da esquina, em que se reunia com as amigas para brincar com bonecas Barbie, que ela sonhava ter. Também na região, ficava o colégio em que praticou modalidade bem diferente da que a levou ao bronze nos Jogos do Rio. “Brinco que fugia tanto do vôlei que acabei tendo que conhecê-lo no vôlei sentado. Amava mesmo era jogar queimada”, conta.