Artilheiro da Aparecidense com sete gols em 14 jogos, Igor Torres vive seu melhor momento na carreira. Desde que estreou no profissional, em 2020, pelo Fortaleza, o atacante não marcou tantos gols em uma temporada. Seu recorde tinha sido em 2021, quando balançou as redes três vezes em 25 partidas disputadas. Para o camisa 11 do Camaleão, o sucesso é consequência das oportunidades que ele tem tido no clube. “É necessária uma sequência de jogos porque um atleta que fica muito tempo sem atuar ou entrando nas partidas nunca vai entrar na mesma volúpia que os que já estão em campo. Aqui, eu pude ter, confiaram no meu trabalho, no meu potencial e vem dando resultado. Acredito que isso tende a crescer, estou muito feliz aqui”, disse o atacante de 24 anos ao POPULAR.No último sábado (16), Igor Torres marcou um dos gols da vitória da Aparecidense sobre o Vila Nova (2 a 0). O jogador disse que já esperava o triunfo, mesmo com o favoritismo apontado para o lado colorado. “Dentro do retângulo verde, são 11 contra 11. Acredito que tenha favorito na torcida, favorito para os outros. Sou suspeito para falar, mas eu sabia que nós sairíamos com resultado positivo porque trabalhamos muito. Às vezes, não temos os olhares da mídia que gostaríamos e que merecíamos ter, mas o que temos mostrado é isso, que não adianta ficar falando muito, não. É silêncio, trabalho”, afirmou.Com sete gols, o atacante do Camaleão está na briga pela artilharia do Goianão, perto de Paylo Baya (10 gols), Luiz Fernando (9) e empatado com Gustavo Vintecinco e Shaylon. Entretanto, o objetivo de brigar para ser o goleador do Estadual não é prioridade para Igor Torres. “É um objetivo, mas depois de ser campeão. Não adianta fazer cinco gols e tomar seis. Estou aqui para ajudar o clube. Estou aqui para ser campeão. Artilheiro a Aparecidense já teve, o título não. Estamos aqui para fazer história e fazer o que ninguém fez ainda”, disse.Antes de brilhar na Aparecidense, Igor Torres passou por alguns clubes do futebol brasileiro. O jogador iniciou sua carreira no futsal do São Paulo, em 2016. Depois disso, passou pela base do Atlético-GO, mas precisou voltar para sua terra natal. “Não posso dizer como é hoje, mas na minha época não tinha estrutura, não tinha espaço nem alojamento. Acabei voltando para a minha cidade que é São Paulo e joguei a Copa São Paulo pelo Taboão da Serra. Depois, acabei saindo de lá para a base do Fortaleza”, relembrou.No clube cearense, Igor Torres passou a pandemia treinando em casa. No retorno das competições, em 2021, o atacante iniciou a preparação para o Brasileiro de Aspirantes, mas sequer chegou a atuar na base do Fortaleza. “O Rogério Ceni viu um treino meu e me subiu para o profissional. Aí nem atuei pela base do Fortaleza, só um jogo pelo sub-23 na semifinal do Brasileiro de Aspirantes.”Desde então, o atacante teve passagens por Bahia, Atlético-GO e Ponte Preta. No entanto, não conseguiu ter sequência em nenhuma das equipes. No Dragão, ainda passou por uma grave lesão no pé esquerdo e teve que ser submetido a uma cirurgia, em 2023.Novamente no futebol goiano, Igor Torres entende que chegou o momento da Aparecidense mostrar seu potencial e retornar à final do Goiano. A última vez que o Camaleão disputou o título foi em 2018, diante do Goiás. Na ocasião, empatou por 0 a 0 em casa e, no jogo da volta, foi derrotado por 3 a 1 no Serra Dourada.Igor Torres destaca que, apesar da vantagem conquistada no primeiro jogo da semifinal, a Aparecidense está ciente de que a vaga na decisão ainda não está garantida. No entanto, para o atacante, o lema é: “silêncio e trabalho, metas a cumprir e bocas a calar”.“Quando acabou o jogo, comemoramos, ficamos felizes, mas já viramos a chave porque daqui nove dias já temos um jogo muito importante contra o Vila Nova, na casa deles, onde eles são muito fortes, com uma torcida que faz mais barulho no estado. É uma coisa que vai beneficiá-los, mas não estamos aqui para fazer a festa de ninguém, só fazer o nosso trabalho e chegar na final”, contou. Caso a Aparecidense chegue à final, um possível adversário na decisão é o Atlético-GO, que também largou na frente nas semifinais ao vencer o Goiânia de virada por 3 a 2. Ou seja, existe a chance de Igor Torres enfrentar seu ex-clube em uma possível final do Goianão. O camisa 11 não está preocupado com isso. “Estou aqui para atropelar quem eu tiver que atropelar. Estou pronto, estou trabalhando muito e em uma boa fase. Quando chegamos, o nosso capitão Robert falou que batalharíamos para chegar à final e, se alguém que não estivesse acreditando nesse possível título, que saísse. Todo mundo ficou. Então, acredito que todo mundo tem o mesmo propósito”, disse Igor Torres.