Além de desembolsar entre R$ 57 e R$ 228, 00 em ingressos, o torcedor interessado em ver Brasil e México, nesta quarta-feira, em Fortaleza, também precisou contar com a sorte para entrar no Castelão, em Fortaleza. Para coibir o protesto de cerca de 25 mil pessoas contra a corrupção e investimentos milionários dos governos estadual e federal , a Polícia Militar apelou para a violência e causou problemas para manifestantes e torcedores. A manifestação teve início às 10 horas, a quatro quilômetros do estádio. A ideia era avançar ao estádio, porém, um forte bloqueio, com a operação de dois mil militares, fechou a avenida e revoltou manifestantes e também torcedores. Quem portava o bilhete para a partida, tinha a entrada liberada, enquanto quem não possuía era barrado. A exemplo de outras cidades brasileiras que manifestaram sua insatisfação contra os problemas da Copa do Mundo, a manifestação em Fortaleza seguiu a linha pacífica, mas se perdeu, com a agressividade de alguns militares e manifestantes. Nesse fogo cruzado, pedras eram arremessadas de um lado, enquanto a tropa de choque respondia com bombas de gás lacrimogênio e bombas de borrachas. “O cidadão que quiser ver o jogo, ele poderá ver. Estamos aqui para garantir segurança a eles”, respondeu o coronel Carlos Ribeiro, responsável pelo comando da segurança. Por um minutos, os goianos Victor Hugo e Pedro Carrijo não presenciaram algo pior. Após atravessar a barreira policial, os dois ouviram tiros de borracha disparados por policiais e se assustaram. “Está tenso. Quando passamos pela polícia, eles nos revistaram tensos, nervosos e com armas na mão. Não foi bom”, disse Pedro, que ainda teve de caminhar mais 30 minutos a pé, já que era proibida a circulação de automóveis em um raio de três quilômetros do estádio. Na entrada, nenhum problema foi relatado, em relação a filas. Apesar dos choque entre militares e manifestantes, apenas uma pessoa foi detida pela polícia. -Imagem (1.344051)-Imagem (1.344054)-Imagem (1.344050)-Imagem (1.343992)