Goiás e Vila Nova reacenderam a rivalidade histórica, que tinha esfriado, nos últimos anos. Duelos acirrados nas três edições passadas da Série B e no Campeonato Goiano colocaram fogo no clássico das duas maiores torcidas do Estado. Referências técnicas dentro de campo e personagens presentes nas provocações entre as duas equipes em 2018, Michael e Alan Mineiro assumem o protagonismo no duelo deste domingo (27), às 17 horas, no Estádio da Serrinha.O duelo também tem outros personagens relevantes, como os recém-contratados Marlone, pelo Goiás, e Danilo, pelo Vila Nova. No entanto, pelo que fizeram no ano passado e pelo início de Campeonato Goiano, Michael e Alan Mineiro são as principais esperanças das torcidas por um bom resultado.Michael chegou ao Goiás em 2017 depois de fazer um bom Estadual pelo Goianésia. Após marcar três gols no Vila Nova pela 9ª rodada do Estadual daquele ano (quando o Azulão venceu o Tigre por 5 a 1), o atacante começou a ser cobiçado e, ao fim da competição, foi contratado pelo Goiás com status de promessa - o contrato inicial foi de cinco anos. Este ano, na sua terceira temporada pelo clube, Michael é o grande xodó da torcida e a principal arma do Goiás no ataque. Entretanto, seu repertório ainda não tem um detalhe.Desde que chegou ao Goiás, Michael não viu a equipe vencer o Vila Nova. Além disso, o atacante ainda não marcou gol contra o Tigre jogando com a camisa esmeraldina. “Um clássico é especial por si só. Foi contra o Vila que me destaquei. Aqui no Goiás, ainda não venci o Vila. Não vou mentir, estou engasgado, quero ganhar e vou lutar para ganhar”, disse o jogador, que já disputou quatro jogos pelo Goiás contra o arquirrival.A rivalidade entre os dois times ganhou contornos mais intensos dentro de campo com o destaque de Alan Mineiro pelo Vila Nova na última temporada. As provocações ao Goiás incomodaram Michael, que diz não ter nada contra o camisa 10 colorado, mas não deixou de dar uma provocada.“Não tenho nada contra o Alan Mineiro, ele é bom jogador, mas não é o melhor do Vila. Para mim, o melhor jogador do Vila é o Danilo por ter títulos, bagagem, ser um cara excepcional, humilde, um cara que não precisa falar nada. O histórico dele fala por si só. É um cara que tem de ser respeitado”, destacou.Questionado se devolveria as provocações ao rival caso desencante diante do Vila Nova com a camisa do Goiás, Michael foi direto. “Fazer gol é bom, fazer gol no Vila é ainda melhor, deixa mais motivado. Não vou devolver provocação falando, vou devolver dentro de campo. O meu papel é jogar bola”, cravou.Se o retrospecto geral indica uma larga vantagem histórica de vitórias para o Goiás (146 a 75), o Vila Nova, nos últimos anos, tem tido um bom desempenho diante do seu rival. Desde a final do Goiano de 2017, o Tigre não perdeu mais para o esmeraldino. De lá para cá, foram seis encontros - quatro vitórias coloradas e dois empates.Em três desses confrontos, pela Série B de 2017 e 2018, o diferencial para o sucesso colorado foram os gols de Alan Mineiro. Nesse período, o meia marcou cinco vezes no rival. Só passou em branco em um jogo contra o Goiás. Após a vitória por 3 a 0 no último encontro, ele se denominou o “Rei dos clássicos”.“Isso acabou surgindo por conta das coisas que vinham acontecendo. Naquele momentos, nós estávamos passando por um momento turbulento, muito cobrados pela nossa torcida e entramos no clássico pressionados. Aquilo foi um desabafo após a vitória, um momento que a gente pôde relaxar”, explicou o camisa 10.A declaração de Alan Mineiro não caiu bem no lado esmeraldino. Após conquistar o acesso, alguns jogadores do Goiás, incluindo Michael, devolveram a provocação ao meia, que respondeu por meio de suas redes sociais.“O ano passado teve clássicos quentes. Quando nós vencemos, eu provoquei, isso é normal. Quando eles conseguiram o acesso, eles devolveram, e o Michael me citou diretamente, o que não gostei e acabei respondendo. Mas isso é coisa do passado, não tenho nada contra o Goiás e o Michael. Acho que ele é um grande jogador, que está em ótima fase na carreira e despertando interesse de outros clubes. Essas brincadeiras ficam apenas dentro de campo”, amenizou o meia.