Entre elogios e reclamações, a torcida foi atração à parte da 2ª etapa da MotoGP, que foi realizada neste domingo (22), em Goiânia. Alguns torcedores relataram eventuais problemas, outros realizaram alguns objetivos como fãs. Pilotos celebraram o calor dos fãs brasileiros e elogiaram a empolgação da galera. Quase 150 mil pessoas acompanharam o retorno do Mundial de Motovelocidade para o Brasil após 22 anos.Algumas das reclamações de torcedores foram em relação a situações externas ao autódromo. “Eu senti falta de informação. Não sabia que teria que vir de ônibus e, quando cheguei, o ônibus parou em um portão afastado. Não vi pessoas para ajudar com informação. No primeiro dia (na sexta, 20), andei 8km para encontrar a entrada”, afirmou o empresário Agnaldo Ramalho, de 63 anos, que é de Goiânia.Agnaldo assistiu à MotoGP em Goiânia ao lado do filho, Nathan Avelar, de 30 anos, e comprou ingressos destinados para o Setor B, em frente à reta principal. “ Nunca fui em um evento tão grande assim. É uma experiência única e vai dar abertura para os próximos eventos em Goiânia”, comentou o empresário.O curitibano Fábio Padilha, de 46 anos, fez críticas mais duras. O empresário elogiou o nível das atividades na pista, com treinos e corridas, mas desabafou em relação aos preços dentro do autódromo.“A corrida em si é boa, mas a cidade ainda não está preparada para a MotoGP. Fizeram a gente pagar um cartão de R$ 25. Eu não ando de ônibus. Aqui, na hora de voltar, parece porco esperando para entrar no ônibus. Os banheiros estão nojentos e os preços, absurdos. Água custa R$ 12, hamburguer é R$ 50, cerveja é R$ 20. Além da arquibancada, não teve cobertura. Não dá para assistir às corridas”, reclamou o empresário de Curitiba, que estima que vai gastar cerca de R$ 8 mil com viagem, hospedagem, alimentação e ingresso.“Já fui na MotoGP em Portugal, a organização é totalmente diferente. Sem comparação. Lá você pega metrô, as motos ficam no estacionamento do autódromo. Eu tive um amigo que teve uma moto apreendida aqui em Goiânia”, acrescentou.O argentino Julián Sánchez, de 35 anos, viajou para Goiânia pela primeira vez. Ele assistiu à MotoGP com camisa da seleção da Argentina. “Muito boa a experiência, muito bem organizado. Estou com uma turma de torcedores do Diogo Moreira, mas porque não tem argentino (no grid). A diferença da MotoGP na Argentina é o preço. A experiência é muito boa, a pista está boa, o clima está legal. O transporte público não chegou perto da entrada, mas nada mais”, ponderou o torcedor argentino, que assistiu ao evento no Setor C, no final da reta principal, um dos três, fora de camarotes, que tem cobertura.O estudante Tiago Borges, de 19 anos, viajou de avião de Imperatriz, no Maranhão, com o pai. Eles assistiram à MotoGP em Goiânia em um camarote com acesso ao paddock. O torcedor fez questão de aproveitar a aproximação com os pilotos para garantir lembranças.“Quinta-feira (19) estávamos focando em fotos, acabou o evento e fomos ao Flamboyant (shopping) para comprar a camisa da seleção e pegar autógrafos”, contou o torcedor, que conseguiu reunir quase todas as assinaturas, faltando apenas os quatro pilotos da Red Bull KTM.“Primeira vez vivendo essa experiência. Meu pai tentou ir para a Argentina uma vez, mas não conseguiu. Surgiu a oportunidade de vir para Goiânia. Compramos o ingresso em setembro, já deixamos tudo preparado. Menos a hospedagem, não conseguimos. Estava tudo lotado. Nós conseguimos ficar (aqui em Goiânia) na casa de um amigo do meu pai. Está sendo uma experiência incrível. A gente só assistia e ver ao vivo é totalmente diferente”, acrescentou o estudante de engenharia civil.A 2ª etapa da MotoGP em Goiânia registrou público de quase 150 mil pessoas, nos três dias, no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Segundo a organização do evento, apenas neste domingo (22), no dia da corrida principal, foram mais de 60 mil torcedores.A estimativa do Governo de Goiás era que o público na MotoGP variasse entre 150 a 200 mil pessoas em todo final de semana do GP do Brasil.Na sexta-feira (20), no primeiro dia de atividades, foram 40.503 torcedores. No sábado (21), o público registrado foi de 47.008. Neste domingo, no dia da corrida principal, foram 60.873 torcedores. A somatória final teve 148.384 pessoas ao longo do final de semana em Goiânia.Após a corrida principal, os pilotos da MotoGP elogiaram a empolgação do público da categoria no Brasil. O italiano Fabio Di Giannantonio, 3º colocado depois de protagonizar uma briga por posição que valeu o pódio com o astro espanhol Marc Marquez, foi um dos que mais rendeu elogios aos fãs nas arquibancadas e atmosfera no autódromo.