Diante de uma torcida que encheu a arquibancada principal do Centro Olímpico de Tiro, o goiano Renato Portela encerrou sua participação na prova de skeet da Olimpíada do Rio em 22º lugar entre 32 atletas. No segundo dia, ele foi quase perfeito em suas séries, atingiu 49 de 50 pratos possíveis e encerrou a competição com 116 pontos (de 125 possíveis) - três séries tinham sido disputadas na sexta-feira.“Foi uma das melhores coisas que já fiz na minha vida. Me senti acolhido, amado. Quem não gosta de sentir isso? Essa torcida atirou comigo. Hoje entendi por que em um jogo de futebol a torcida é o 12º jogador", disse Renato, que poucas vezes disputa provas com público grande.Após a competição, o atirador foi assediado com pedidos de fotos e até autógrafos. Crianças queriam cumprimentá-lo. A pequena Giovana Alvarenga, de 6 anos, foi à prova com o pai, Márcio George, e a madrasta Maria Gabriela, de 42 anos, e achou tudo legal.“A avaliação da participação dele é muito positiva. Acho que o esporte pode crescer com essas novas instalações e com a formação de novos atletas”, opinou Márcio, que foi ao tiro esportivo com a família só ontem. “Sabia que ele (Renato) estava competindo e vim apoiar", disse.Renato lembrou que o recorde brasileiro que detém foi o suficiente para os outros atiradores avançarem à final. A pontuação de 123 só foi obtida pelo goiano uma vez na carreira. “Na minha vida inteira, um dia eu atirei assim. Se tivesse feito isso, tinha pegado uma final. Faço uma avaliação extremamente positiva da minha participação. Acreditava que meu lugar era o último, porque estou entre os melhores do mundo."MedalhistasO italiano Gabriele Rossetti foi ouro e o sueco Marcus Svensson ficou com a medalha de prata. O bronze foi para Abdullah Alrashidi, do Kwait, que compete pelos Atletas Olímpicos Independentes, já que seu o comitê olímpico de país está suspenso por causa da interferência do governo nas entidades esportivas.