Menos dependente de jogadores da NBA e com maior presença de atletas que atuam nos principais times nacionais, a seleção brasileira masculina de basquete chega à parte final de sua preparação para a Copa do Mundo do ano que vem em ascensão e consolidando-se como a principal força da América do Sul, após décadas à sombra da rival Argentina. Depois de retornar dos Jogos Olímpicos em Paris derrotada pelos Estados Unidos nas quartas de final, conquistar a AmeriCup, subir no ranking e começar as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2027 com seis vitórias em seis jogos, a seleção não quer mais ser vista como coadjuvante, mas lutar por posições melhores na disputa no Qatar, no próximo ano. O diagnóstico é do comandante. Aleksandar Petrovic, 67 anos, conhece bem o basquete praticado fora da NBA. Croata, ex-jogador da seleção da antiga Iugoslávia e medalhista olímpico em Los Angeles (1984), tenta imprimir à equipe brasileira uma identidade inspirada no basquete europeu, com ênfase na organização tática, na defesa e no controle do jogo.