O cronograma das obras do complexo Serra Dourada ainda será definido pela nova administradora, mas já se sabe por onde será iniciada a reforma. No primeiro momento, a partir de junho, a fase de demolições de dois pontos específicos vai ser iniciada: de sete fileiras das cadeiras e do túnel de acesso da antiga geral do lado sul (sudoeste) do estádio.A demolição no túnel é para facilitar a entrada de caminhões e caçambas que serão utilizados durante a reforma. Já a demolição de sete fileiras das cadeiras é para iniciar o processo de construção dos 44 camarotes que ficarão no espaço onde atualmente estão as cabines de rádios e televisões.A partir dessa demolição em parte dos setores das cadeiras e da construção do espaço para camarotes do lado oeste do Serra Dourada, será possível iniciar demolição e ampliação de outros trechos para torcedores, como arquibancadas e a construção de 22 camarotes na altura do gramado.“Paralela às intervenções mais pesadas (demolições), nós também vamos iniciar o rebaixamento do gramado. Vamos começar pelas demolições, depois vamos instalar os novos espaços e por fim os acabamentos”, explicou Paulo Rossi, diretor superintendente do Complexo Serra Dourada.O engenheiro traz em seu currículo trabalhos feitos nas construções de três arenas: Arena Fonte Nova (Bahia), Arena das Dunas (Rio Grande do Norte) e Arena do Grêmio (Rio Grande do Sul).“As três arenas foram construídas do zero. Grêmio começou primeiro, a Fonte Nova depois e por último a Dunas. Aqui no Serra Dourada é uma experiência diferente por ser uma reconstrução parcial, que também tem grau de dificuldade. Um desafio é manter tudo aberto com sua funcionalidade. A maior preocupação é não parecer, depois de pronto, que foi adaptado. Não ter espaços que pareçam um ‘frankenstein’”, acrescentou o engenheiro.As obras no complexo vão ter foco inicial no estádio Serra Dourada. A administradora informou que o Goiânia Arena e outros locais no complexo poderão ser utilizados durante o período da reforma por precisarem de intervenções menos profundas.“Nós poderemos manter parte dos equipamentos do complexo, como o Goiânia Arena, em uso e fazer intervenções que possam ser mais impactantes durante um período em que não vão ter atividades. O cronograma da obra é distribuído ao longo dos anos”, salientou Paulo Rossi.Por contrato, o complexo Serra Dourada precisa entregar a obra no estádio em dois anos. “Primeiro, vamos fechar o estádio, o resto vai funcionar. As outras intervenções vamos fazer com o complexo em funcionamento. Por exemplo, plantio de mudas, pintura de ciclovia (que será construída no entorno do complexo e terá 3km de distância) e intervenções básicas no Goiânia Arena. Obrigatório é entregar o estádio em dois anos, mas o complexo continuará vivo e recebendo intervenções ao longo dos 35 anos. A ciclovia, por exemplo, não é obrigatória em dois anos”, explicou o diretor Samuel Lloyd.