-Imagem (Image_1.1327197)Em 1993, aos 18 anos, Romerito chegou ao Atlético. Destaque em torneios amadores do interior goiano e natural de Itaguaru, o determinado jogador não demorou muito a se projetar no Dragão. Foi destaque na base e chegou ao profissional. Ele ficou no clube até 1998 e rodou pelo mundo. Virou o sinônimo de atleta vitorioso e que não levava desaforo para casa. Raçudo, consagrou comemoração de gols batendo com força a mão no peito. Agora, 24 anos depois de chegar ao Atlético, Romerito voltou ao clube para novo desafio. Dessa vez, como técnico de garotos com idade e sonhos parecidos com o que ele tinha quando trocou Itaguaru pela capital. Chamado pelos amigos e no futebol como Dom Romero, ele assume o sub-17 do Atlético com missão de descobrir, revelar e trabalhar com jovens valores. Ele terá, ao lado, um destaque do rubro-negro na reconstrução do clube - o ex-jogador Weslley, de 35 anos.“O mundo dá tantas voltas. A gente sai e fica achando que não voltará mais. Voltei. Espero ajudar, dar minha parcela de contribuição ao clube”, frisa o técnico do sub-17. Sobre Weslley, Romerito diz que se tornaram amigos (jogaram juntos por Goianésia e Vila Nova). “É um parceiro bom e tem história no Atlético. Ajudará bastante”, comentou. Romerito vê diferenças entre o início dele, na década de 1990, e o dos meninos que estão chegando ao futebol. “Hoje, o jogador não tem tanto talento, às vezes. Mas, se for bom, técnica e taticamente, poderá ter espaço no futebol, que está muito nivelado e competitivo. Tenho dito isso aos meninos”, disse na tarde de sexta, após dia de trabalho na base, no Clube da Saneago. Romerito insiste para os meninos serem solidários em campo, jogando coletivamente, trocando o lado individual pelo coletivo. Sabe que terá de ser bastante didático para passar esses ensinamentos aos garotos. Mas, é ciente de que é preciso paciência, além das cobranças que, certamente, não deixará de fazer.Com a prancheta em mãos e outros instrumentos usados para treinar, Romerito inicia o terceiro trabalho numa comissão técnica - estreou pelo Goianésia (2015) e, recentemente, foi auxiliar de Zé Teodoro (Aparecidense). Romero aprendeu muito. De comandado, já virou comandante. Tem se dedicado à formação e fez dois cursos de formação, na CBF. Quer o de Licença A, voltado aos técnicos num estágio mais avançado na carreira.Além do aprendizado teórico e prático, em cursos, é privilegiado. Trabalhou com técnicos de renome, como Nelsinho Baptista (Corinthians e Sport), Geninho e Hélio dos Anjos (Goiás). Sob comando de Nelsinho, ganhou títulos (Paulistão de 1997, no Corinthians, Pernambucano e a Copa do Brasil de 2008, pelo Sport). “É referência”, apontou.