Os 30 atletas que tiveram os melhores desempenhos na seletiva para a 33ª Caminhada Ecológica, no final de maio, passaram nesta semana por testes cardiológicos e exames clínicos e laboratoriais para conferir como está a saúde de cada um e para garantia de estão aptos para o desafio que terão à frente, de cinco dias, no próximo mês, de Trindade (largada, no dia 21 de julho) até Aruanã (chegada, no dia 25 de julho). Divididos em grupos, os 30 foram avaliados no CRD Medicina Diagnóstica e no Laboratório Padrão, ambos em Goiânia.Para que um atleta seja oficialmente convidado para o projeto, ele precisa também da chancela médica. A Caminhada Ecológica, que em 2026 tem o tema #QuandoOCerradoChamaVocêAtende, é realizada pelo jornal O POPULAR e pelo Grupo Jaime Câmara (GJC) e tem como finalidade chamar atenção para a preservação do bioma Cerrado e do Rio Araguaia. Nesta temporada, foram selecionados 25 homens e 5 mulheres. Oito atletas serão estreantes. Os outros têm, pelo menos, a participação em uma edição do evento.Pela primeira vez, o CRD Medicina Diagnóstica entra como parceiro do projeto. Cada atleta teve de passar por teste ergométrico (teste da esteira) e ecocardiograma (exame de ultrassom do coração). Basicamente, servem para verificar se há alguma arritmia cardíaca e como está o funcionamento do coração. “Os atletas se exercitam de forma intensa. Precisam ter a segurança de que o coração está funcionando bem”, explica a médica cardiologista do CRD Medicina Diagnóstica, Cláudia Giovanna de Freitas, que acompanhou os atletas durante os testes. “Antes da prática de atividades esportivas, o atleta tem de passar por avaliações cardiológicas”, contou.A cardiologista explica o que acontece durante a atividade dos atletas. “Durante o esforço (físico), o coração começa a consumir mais oxigênio. Se tiver algum tipo de obstrução, não vão circular bem o sangue e o oxigênio até o coração”, diz Cláudia Giovanna. Se o atleta tiver arritmia, ele não pode participar da Caminhada Ecológica, terá o diagnóstico e precisará buscar o tratamento adequado.“Os atletas estão muito bem, fisicamente falando. E também se encontram com o coração funcionando bem”, falou a cardiologista, ressaltando a parceria entre o CRD Medicina Diagnóstica e a Caminhada Ecológica. Na visão dela, a instituição se beneficia quando se conecta com atletas e a prática do esporte.O Laboratório Padrão repete a parceria com a Caminhada Ecológica nesta temporada. Durante quatro dias desta semana, os 30 atletas selecionados passaram por alguns exames, como hemogramas, prova de função hepática, creatinina, sódio e potássio, avaliação da glicose (em jejum), ácido úrico, vitamina D, anemia, hormônio da tireoide e exames de urina.“São avaliações necessárias para quem faz atividades físicas e, claro, para saber se a pessoa está apta. É sempre importante que a pessoa faça uma checagem”, explica a médica e assessora do Laboratório Padrão, Marília Turchi.Segundo ela, os exames foram realizados nas unidades do Laboratório Padrão em Goiânia e, no caso de alguns atletas do interior, em Trindade e Goianira. Após a coleta de sangue e a realização dos exames, os resultados são rápidos, segundo a médica, e entregues à coordenação da Caminhada Ecológica, que também avalia todos os laudos cardiológicos.Marília Turchi chama a atenção para a presenca do Laboratório Padrão no incentivo à prática esportiva de colaboradores da rede em corridas de rua, no patrocínio e presença numa corrida destinada à inclusão de autistas e nas parcerias, como na Caminhada Ecológica.Os atletas selecionados aprovam a etapa de testes. A saúde de cada um deles está em primeiro lugar. Morador no povoado de Novo Horizonte, em Caturaí, às margens da Rodovia GO-070, Enio Ramos de Oliveira, de 38 anos, já disputou cerca de 120 corridas de rua e tem 15 anos de atletismo. Porém, não havia se submetido a um diagnóstico clínico abrangente como o que fez nos últimos dias.“Fazer esses exames é muito importante, pois trazem segurança. A Caminhada Ecológica é uma experiência nova para mim. Sei do esforço físico, do desafio que ela signfica”, apontou Enio Ramos. Ele diz que, desde a infância, sempre acompanhou a passagem do projeto pelo trevo de Caturaí. Sonhava em fazer parte da equipe. Em Novo Horizonte, Enio e a família têm um viveiro de mudas, como coqueiros, plantas ornamentais, roseiras e que, agora, vê uma conexão entre o trabalho diário e a Caminhada Ecológica.Pela quarta vez, o agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Sebastião Pires de Barros, de 56 anos, participará da Caminhada Ecológica. Ele esteve nas edições de 2019, 2024 e 2025 e considera seguro passar pelos testes cardiológicos e exames laboratoriais. Sebastião Pires acredita que cada avaliação médica é uma atualização de como o corpo dele se encontra e se está apto para suportar cada um dos cinco dias na estrada. “Temos, pela manhã, uma maratona. Geralmente, caminhamos cerca de 40 km ou mais antes do almoço. É muito puxado”, atesta o atleta.Sebastião se aproximou do atletismo em 1989, quando prestou o serviço militar. Alguns anos mais tarde, passou a acompanhar a Caminhada Ecológica. Como se interessou, voltou a treinar mais forte. Sebastião revela que o “ambiente entre os atletas é saudável” não só nos dias da Caminhada, mas depois dela, quando os participantes se reúnem para treinos, provas e outras atividades.