Os planos da Construcap, que tem a concessão do Serra Dourada pelos próximos 35 anos, é realizar 18 jogos por temporada após a reabertura do estádio, que passará por reforma de modernização a partir de junho deste ano. A previsão é que a obra seja concluída em dois anos, conforme previsto em contrato.A intenção do diretor do Complexo Serra Dourada, Samuel Lloyd, é ter 18 jogos por temporada entre 2029 e 2030 - o estádio deve ser reaberto em junho de 2028 e, por isso, o número exato de partidas neste primeiro ano deve ser menor. A partir de 2030, o objetivo da concessionária é elevar o número de jogos a cada temporada.“Nós pretendemos investir para trazer um volume maior de jogos. Quando jogarmos para 2030, a expectativa é ter 18 jogos por temporada, de vários clubes. Nós queremos 18 jogos por ano até 2030, depois crescer esse número. Nossa prioridade será jogos dos clubes daqui”, comentou Samuel Lloyd ao POPULAR, que revelou ter o desejo de trazer partidas da seleção brasileira, finais de Libertadores, Sul-Americana e também informou que jogos de times de fora do Estado podem ocorrer, mas não serão prioridades.Desde a reabertura do Serra Dourada em 2022, a praça esportiva recebeu apenas 24 partidas oficiais. O Vila Nova foi o que mais mandou jogos na praça esportiva, com 14 duelos. Atlético-GO (quatro vezes), Goiás (três vezes), Goiânia (duas vezes) e Anapolina (uma vez) também mandaram jogos no Serra Dourada no recorte.O estádio recebeu jogos da Copa do Brasil, Série A, Série B, Copa Verde, Copa Sul-Americana, Campeonato Goiano e Divisão de Acesso do Goianão.AluguelO dirigente adiantou que o valor do aluguel do estádio Serra Dourada não deve ser inferior ao preço estabelecido para o jogo entre Goiás e Cruzeiro, disputado na última quarta-feira (22) e que foi o último da praça esportiva antes do início das obras. O clube esmeraldino pagou R$ 318.725,00 pelo aluguel do estádio, sendo R$ 300 mil de taxa fixa e R$ 1 por pessoa que acessou o equipamento esportivo (o público total foi de 18.725). Considerando o aluguel do estádio entre 2022 a 2025, o valor pago pelo Goiás foi seis vezes maior que a média do período sob administração do Estado: R$ 50.893,17, por jogo.Samuel Lloyd acredita que a modernização do estádio e as atividades que poderão ser feitas no local durante os dias de jogos serão fatores que vão convencer os clubes goianos a mandar partidas no Serra Dourada depois da reforma, mesmo com valor de aluguel acima do praticado antes da concessão.“Eu acho que as pessoas vão achar (o aluguel) caro até o momento que perceberem que, quando tiverem grandes partidas e grandes públicos em um estádio como esse, vão ter melhores experiências e isso pode privilegiar os patrocinadores. Grandes partidas em estádios modernos valorizam patrocínio e é uma receita maior que bilheteria para os clubes. Quando entenderem o futebol como sistema e não só para aquela operação específica de dia de jogo, faz sentido trabalhar em uma arena maior”, opinou Samuel Lloyd.O diretor também aposta que a experiência para clubes e torcedores será outra depois da obra de modernização e esse fator pesará para as equipes optarem pelo Serra Dourada no futuro.“Com a arena reformada, o dirigente vai entender que poderá trazer os jogos para cá e ter uma melhor bilheteria. Vai ter setorização, que permitirá diferentes faixas de preços, e camarotes, que poderão ser comercializados. O diferencial vão ser os atrativos. A experiência de vir ao estádio será outra. Vão ter ativações pré-jogo, entretenimento. Eu acredito que as pessoas vão querer estar aqui”, opinou Samuel Lloyd.“Goiânia tem um conteúdo de agenda cultural diferente, por exemplo, de Brasília, que precisou cativar esse movimento (no Mané Garrincha). Goiânia já tem vivo esse conteúdo (esportivo). Tenho certeza que ter um estádio com memória afetiva vai fazer com que o público queira vir. O torcedor vai cobrar que o Goiás jogue aqui, que o Vila e o Atlético-GO joguem aqui”, acrescentou o diretor do Complexo Serra Dourada.Além do estádio Serra Dourada, o ginásio Goiânia Arena e as quadras poliesportivas no fundo da área compõem o complexo que foi concedido. A nova administradora assumiu a gestão dos locais no dia 10 de dezembro de 2025 e vai gerir os espaços por 35 anos.A capacidade do estádio Serra Dourada será de cerca de 44 mil lugares em dias de jogos de futebol (a atual é de 38.412) e pode chegar a 60 mil em shows. No Goiânia Arena, a capacidade em dias de eventos esportivos será de 9 mil lugares. Em dias de shows ou eventos em que o público ocupe a quadra, o número poderá saltar para 14 mil.