Conselheiros do Goiás aprovaram as contas de 2025 com ressalvas. O clube esmeraldino apresentou balanço financeiro com déficit de R$ 98,1 milhões. Um aumento de R$ 29,1 milhões em relação ao déficit de 2024 (R$ 69 milhões).A reunião foi realizada nesta terça-feira (23) no vestiário do estádio Hailé Pinheiro. Do lado de fora, torcedores protestaram. Ao todo, 91 dos 250 conselheiros aptos para voto estiveram presentes. Nenhum quis falar com a imprensa ou torcedores após a reunião. Na votação, 57 conselheiros votaram para aprovar as contas com ressalvas. Outros 34 conselheiros votaram para reprovar as contas.A reunião foi marcada por diversas discussões entre conselheiros. O presidente Aroldo Guidão foi pressionado por alguns a renunciar ao cargo de presidente do Conselho de Administração.As contas aprovadas com ressalvas permitem que conselheiros solicitem investigação ao Conselho Deliberativo para apurar os gastos feitos pelo Conselho de Administração. Essa situação não está confirmada, pois depende da iniciativa de conselheiros do clube. Antes e durante a reunião, houve protesto de torcedores na Serrinha. Cerca de 50 membros da torcida organizada Força Jovem Goiás fizeram um protesto pacífico antes e durante a reunião entre conselheiros. Quatro viaturas da Polícia Militar acompanharam o protesto.A torcida organizada estendeu faixas e, por meio de cantos, cobraram a renúncia do presidente Aroldo Guidão, além de postura mais ativa do presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Rogério Pinheiro. “Infelizmente tive que ver o meu Goiás morrer junto com o Hailé”, cantaram torcedores em referência ao ex-presidente Hailé Pinheiro.As faixas tinham quatro recados: “Aroldo incompetente, renuncie já”; “Conselheiros impõem-se”; “Goiás falido abandonado, Pinheiros milionários”; “Paulo Rogério Pinheiro. Cadê sua postura, presidente?”.Os principais cantos foram direcionados ao presidente Aroldo Guidão, em tom de pedido de renúncia do dirigente. Ele está no comando do Conselho de Administração desde dezembro de 2023 e seu mandato será encerrado no final deste ano.As contas do Goiás foram aprovadas mesmo com déficit de R$ 98,1 milhões. O clube esmeraldino, pelo segundo ano seguido, aumentou as despesas, mas de maneira desproporcional em relação aos valores arrecadados de maneira bruta e líquida.Apenas com o departamento de futebol, o clube apresentou custo de R$ 100.209.847. Na temporada anterior, esse número foi de R$ 76.647.440. No último ano que atuou na Série A, em 2023, o custo com o futebol foi de R$ 78.409.393.Em meio a esse cenário, o Goiás passou a conviver com problemas financeiros na atual temporada. Os salários dos jogadores voltaram a ficar atrasados neste mês. Essa situação já tinha ocorrido no mês passado.O clube precisou renegociar o empréstimo feito no final do ano junto ao Banco BRB. O empréstimo foi de R$ 25.259.525. O pagamento começaria a ser feito a partir de maio deste ano, mas a direção iniciou a renegociação da dívida para pagamento em cinco anos (o contrato anterior previa pagamento em dois anos e meio).