A Stock Car está de volta a Goiânia depois de 18 meses de ausência. Nestes sábado (16) e domingo (17), os 32 pilotos da principal categoria do automobilismo nacional vão participar de treinos e corridas na disputa da 4ª etapa no Autódromo Internacional Ayrton Senna. O evento, que ainda contará com provas e treinos da Stock Light e Turismo Nacional (ambas com a 2ª etapa), marca a reabertura do equipamento esportivo para eventos automotores.Os pilotos da Stock Car foram à pista e testaram o novo asfalto do circuito goiano na sexta-feira (15) com os primeiros treinos livres. O experiente Felipe Massa, do Time Lubrax, e o piloto Alfredinho Ibiapina, da equipe FT Gazoo Racing, foram os mais rápidos nas atividades.Nenhuma intercorrência ocorreu durante os treinos. Em outras categorias, da Stock Light e da Turismo Nacional, alguns pilotos saíram da pista durante as atividades, mas nada que alterasse a programação e que tenha sido motivado por algum problema na pista.Durante a MotoGP, em março, alguns problemas em pontos específicos da pista exigiram alterações na programação e até o encurtamento da corrida principal. Um processo de recapeamento foi feito depois da passagem da categoria e neste final de semana o autódromo reabre para eventos de velocidade.“Foi um trabalho sensacional o recapeamento e todas as mudanças feitas no paddock. Está bem melhor. Não só para o motociclismo, mas para o automobilismo foi um grande ganho. Estou feliz de estar em Goiânia, é parabenizar a cidade por um dos melhores autódromos do Brasil”, elogiou ao POPULAR o ex-Fórmula 1 Felipe Massa.Apesar de não ter tido mudanças no traçado após a reforma de modernização, o autódromo está de cara nova com pintura renovada, houve alargamento da pista em todos os pontos, novas áreas de escape e zebra, além de melhorias de segurança.ConsequênciaNo grid da Stock Car, no entanto, há uma espécie de lamentação em alguns discursos com o alargamento da pista. Para eventos de moto, essa situação permite mais ultrapassagens. Para carros, deixa as curvas mais rápidas, mas também mais “fáceis” de serem feitas.“A pista mais larga com zebras mais baixas deixa para os carros as curvas mais rápidas. Só estamos usando a segunda marcha em uma parte do ‘S’. Isso mostra que as curvas que eram lentas estão mais rápidas. A MotoGP exige um tipo de zebra que para o carro é um pouco diferente. Agora nós usamos mais a parte da zebra nas curvas”, analisou Felipe Massa.“O autódromo está maravilhoso. Já achava um dos melhores do Brasil e agora melhorou mais ainda. A qualidade do asfalto parece ser bem boa realmente. Para a gente, a pista ficou um pouco mais sem graça por ter sido feita para motos. As curvas estão mais alongadas e ficaram mais fáceis para andar de carro. As zebras estão muito boas, as áreas de escape estão legais”, completou Felipe Fraga, piloto da Eurofarma, que chega em Goiânia com 311 pontos na liderança do campeonato.Ele é seguido de perto pelo piloto Rafael Suzuki que tem 266 pontos. “O padrão da pista mudou. O asfalto está com menos ondulação, tem mais aderência, está mais seguro com as áreas de escape. Goiânia entrou em um patamar diferente, agora é manutenção. Dá trabalho ter um autódromo desse porte. Tomara que a gente tenha boas corridas aqui. Acho que o goiano vai ver corridas ainda melhores do que eram antigamente”, completou o piloto da Scuderia Bandeiras.As mudanças no autódromo de Goiânia também fazem com que experientes pilotos busquem adaptação ao circuito, apesar de não ter tido mudança no layout do equipamento esportivo. Como a Stock Car vai testar o novo asfalto, a tendência é do piso ficar ainda melhor com o passar dos treinos e corridas.“A pista ainda tem um pouco a melhorar no sentido de aderência por causa da borracha. Isso será feito ao longo do final de semana. Goiânia, quando fez um trabalho assim (de reforma), sempre foi bem feito. Lembro quando reinaugurou em 2014, já era uma pista fantástica e durou bastante tempo. Eu gosto do traçado e mais uma vez fizeram modificações bem feitas em todos os quesitos”, elogiou Ricardo Maurício, piloto da Valda Cavaleiro, que venceu três vezes em Goiânia.