O Vila Nova venceu o Operário-PR por 2 a 1 na noite de sábado (18) e assumiu a liderança da Série B (11 pontos). Mas a confusão, as agressões e as acusações de racismo no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), assim que o jogo terminou, podem trazer problemas para o clube goiano nos próximos dias, quando o caso chegar ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Punições como perda de mando de campo e multas podem pesar para a equipe goiana. Nos próximos dias, a procuradoria do STJD vai apresentar denúncia contra o clube goiano, baseada na súmula do jogo e outras provas, assim como em relação aos jogadores do Operário-PR envolvidos no episódio no pós-jogo: o cabo-verdiano Berto e o colombiano Jhan Pool. O Vila Nova poderá ser denunciado com base em três artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Além do tumulto em campo, as denúncias de racismo contra dois torcedores vilanovenses, relatadas por Berto, podem pesar. A imagem do presidente do Operário-PR, Álvaro Góes, atingido por um objeto atirado de fora (tribuna) para dentro do campo, também é impactante. As imagens do pós-jogo já correm o País e o caso suscita debates.