(Divulgação: Órion Business & Health Complex) Entre a fumaça visível dos cigarros tradicionais e os vapores adocicados dos dispositivos eletrônicos, a busca por alívio rápido tem cobrado um preço alto da saúde respiratória global. A ilusão de modernidade trazida pelos vapes e pela nicotina sintética mascara uma armadilha: o retorno em massa ao vício em tabaco e a dependência química precoce. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo continua sendo a principal causa de morte evitável no mundo, vitimando mais de 8 milhões de pessoas anualmente. No Brasil, estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que mais de 160 mil mortes por ano decorrem de doenças associadas ao uso do tabaco, um cenário que exige soluções práticas e conscientização contínua. Foi em busca dessa virada de chave que o estudante de psicologia Daniel Sousa decidiu transformar a dor em movimento. Fumeiro desde 2015, ele transitou pelo cigarro convencional, pelo palheiro e pelo vape. A perda do pai para o câncer de pulmão, consequência direta do tabagismo, foi a ferida que o fez acordar. “Eu estava vendo o caso dentro de casa e eu ainda fumava. A minha relação com o cigarro precede a corrida, pois vi meu pai perder a vida em decorrência disso. Decidi tentar largar de alguma forma correndo. Pedi auxílio ao meu amigo, Murilo, para me ajudar na prova de cinco quilômetros da Largue o Cigarro Correndo e peguei gosto. Falei: ‘Isso aqui está fazendo sentido para mim’”, relata Daniel, que dedicou a conquista à memória do pai e ao desejo de inspirar os próprios irmãos.