(Adobe Stock) Durante boa parte do século 20, crescimento econômico foi tratado como expansão material. Produzir mais, vender mais e ganhar escala bastavam para definir sucesso. Empresas eram avaliadas pela capacidade de ocupar mercados, aumentar volumes e apresentar resultados positivos no curto prazo. Esse modelo não desapareceu, mas perdeu centralidade. No capitalismo que se consolida nesta década, produzir em massa, inundar o mercado e fechar planilhas no azul já não define, por si só, desempenho econômico relevante. Resultados contábeis continuam necessários, mas deixaram de explicar o todo. A pergunta mudou: quanto valor concreto um negócio entrega à vida cotidiana e qual o custo sistêmico embutido nesse resultado? Para Chang Yung, especialista que atua em diplomacia econômica e estratégia de negócios, com foco em eficiência econômica, capital intangível e desenho de sistemas produtivos, a produção linear - fabricar, empurrar ao mercado e descartar - tende a gerar entulho. Não apenas resíduos ambientais, mas excesso de estoque, ocupação inútil de espaço físico, capital imobilizado, logística ineficiente e complexidade operacional. “O sistema cresce em volume, mas perde densidade econômica”, diz.