Até pouco tempo atrás, se alguém falasse em prompt, possivelmente desconfiaram que o sujeito havia bebido algo ou estava conversando em uma língua desconhecida. Se um indivíduo alertasse para “alucinações” ou “vieses”, certamente acreditaríamos que o debate era sobre algum transtorno mental ou a respeito de uma preferência política. Já não é mais assim. Essas palavras e expressões entraram de vez em nosso vocabulário, juntamente com nomes até recentemente inexistentes, como Chat GPT, Gemini, Grok, Deep Seek. Um conjunto de novidades que está reconfigurando o mundo do trabalho, as relações pessoais, as formas de adquirir (ou não) conhecimento, os rumos políticos, as maneiras de fazer ciência e até de cometer crimes. A Inteligência Artificial não é mais uma ficção científica. Mas o que muita gente não desconfia é que ela também não é uma invenção recente, que apareceu do nada após o terrível período da pandemia, quando reaprendemos a cumprir tarefas cotidianas, como trabalhar e estudar. A Covid-19 forçou a humanidade a encontrar soluções tecnológicas para suprir aquilo que o coronavírus nos surrupiou a partir do início de 2020: a convivência social. A corrida por aplicativos e ferramentas que pudessem proporcionar uma comunicação estável e eficiente entre as pessoas em isolamento social despertou um potencial adormecido. Desde 2012, já havia pesquisas que buscavam o que se chama hoje de Inteligência Artificial generativa, com um aprofundamento dos processos de aprendizado das máquinas. Mas elas ganharam maior impulso nos anos recentes.