Depois de um hiato marcado pela pandemia e o período pós-pandêmico, Goiânia volta a receber o Festival Bananada. Entre 18 e 23 de agosto, o evento ocupa diversas casas e centros culturais da cidade, culminando nos três dias de Arena Bananada, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Idealizador e diretor artístico do festival, Fabrício Nobre hoje vive em São Paulo, onde atua como editor-chefe do Toca Uol e como sócio da casa de shows Cine Joia. Ao POPULAR, Fabrício fala sobre a edição que marca o retorno de um dos principais festivais de música independente no Brasil, além do momento atual da cena goiana e da vida profissional dos sócios que favorece essa volta. Às vésperas do retorno do Bananada, como você tem vivido esse reencontro com a cena que você ajudou a criar ? Acho que continuo vivendo intensamente a cena de Goiânia. É claro, não vou dizer que essa distância física não deu uma desconcentração nas coisas. Porque, na verdade, o que muda é que eu produzia literalmente para que as coisas acontecessem na cidade, mas nunca deixei de fazer, de receber os artistas daqui. Em todos os lugares que eu estou tem um time de Goiânia junto comigo. Acho muito massa estar aqui. Sou completamente um produto do meio da cidade, todas as heterogeneidades daqui moldaram o meu caráter e meu jeito de fazer as coisas. Estou sempre aqui, porque minhas filhas, meus pais e meus melhores amigos da vida estão aqui.