Um território marcado por séculos de resistência, memória e permanência pode ganhar um novo capítulo de reconhecimento institucional no Brasil. Um acordo firmado entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Sebrae abre caminho para o processo de tombamento constitucional do território do Quilombo Kalunga, no nordeste de Goiás. A assinatura do convênio acontece nesta quinta-feira (26), na sede do Iphan, em Brasília (DF). A iniciativa busca transformar esse patrimônio vivo em política efetiva de preservação cultural. O projeto pretende valorizar não apenas o território ocupado pelas comunidades, mas também os modos de vida, os saberes tradicionais e as práticas culturais preservadas ao longo de gerações. O acordo prevê estudos técnicos e a elaboração de um inventário cultural do território, etapa fundamental para o avanço do processo de tombamento. “Esta é uma iniciativa inédita para a operacionalização da política de reconhecimento do patrimônio cultural quilombola no Brasil e pode servir de modelo para a aplicação da Portaria nº 135 de 2023”, afirma o superintendente do Iphan em Goiás, Gilvane Felipe.