Antes de Goiânia sonhar com rooftops e condomínios com área de lazer, piscina era raridade absoluta. Em uma capital ainda jovem, férias e fins de semana costumavam ser vividos entre mangueiras nos quintais, brincadeiras ao ar livre e mergulhos no Lago das Rosas. Foi nesse cenário que uma estrutura inesperada começou a surgir no quintal da casa de Pedro Ludovico e Gercina Borges, despertando curiosidade em uma cidade que ainda aprendia seus próprios hábitos. A piscina construída em 1957 na residência da família, hoje Museu Pedro Ludovico, foi a segunda instalada em uma casa particular na capital. Em uma Goiânia que ainda consolidava sua arquitetura moderna e seus costumes, ter água permanente para banho dentro do próprio terreno parecia algo improvável. Mais do que lazer, era sinal de um tempo novo.