Envolta às polêmicas sobre sua funcionalidade e prestação de serviços, o Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), desde que foi inaugurado em 2006, não foi ocupado integralmente de acordo com o projeto original. Em 12 anos, o prédio da Biblioteca, por exemplo, nunca funcionou. O espaço agora passa por mais uma reforma e adequação, iniciada em julho de 2017. As atuais obras já percorreram o Museu de Arte Contemporânea (MAC) e agora são concentradas nos blocos da Biblioteca e Administração, Monumento aos Direitos Humanos e Palácio da Música. Entre as ações estão a recuperação das áreas internas, adequação das instalações elétricas, pintura e iluminação. Após a etapa, as obras seguirão para a Galeria de Arte e Cinema.Não há previsão de entrega das reformas do CCON, apesar “dos serviços estarem adiantados”, segundo a Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop). Quem passa pelo local não enxerga da mesma forma. O prédio que serviria de Biblioteca e Administrativo atualmente é ocupado pela gestão da Lei Goyazes (Lei Estadual de Incentivo à Cultura), da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce). No Palácio da Música, o último show foi realizado em dezembro do ano passado, com a apresentação da ópera Carmen, de Bizet, pela Orquestra Filarmônica de Goiás.Já o MAC, primeiro prédio do CCON à finalizar as reformas, encerrou em fevereiro a exposição com obras de Frei Confaloni, com estimativa de 5 mil visitantes durante três meses. Agora, o museu se prepara para apresentar no salão principal uma mostra da artista Selma Parreira, programada para o dia 27. O cinema será o último espaço que as reformas vão percorrer. Em 2013, a rede Lumière havia ganhado a licitação para ocupar o espaço. De acordo com o diretor da rede, Gerson Santos, “ainda serão feitas reuniões para se discutir a ocupação da sala, mas sem previsão de quando isso ocorrerá”.