Wagner Moura não pretende voltar a fazer novelas no Brasil. O ator está longe do formato desde 2007, quando viveu o vilão Olavo em Paraíso Tropical, da Globo. Em entrevista ao portal Hugo Gloss, ele contou que recebeu convites para retornar à televisão, inclusive para projetos especiais, mas disse que vê com dificuldade um retorno às novelas tradicionais.Wagner explicou que o tempo de filmagens é o principal motivo para não aceitar uma novela. “Acho difícil. Fiz duas novelas que gostei muito e aprendi demais, mas é um compromisso enorme, quase um ano inteiro. É muito tempo”, disse. Ele afirmou que não fecha completamente as portas para a TV brasileira, mas prefere formatos mais curtos. “Uma série, talvez, seria melhor. Demora menos”, afirmou.Nos últimos anos, o ator concentrou a carreira no cinema e em séries, no Brasil e fora do país. Entre os trabalhos citados estão Narcos, Shining Girls, Sergio e Guerra Civil. Além de Paraíso Tropical, Wagner Moura atuou em A Lua Me Disse, exibida em 2005. Depois, um de seus trabalhos mais lembrados na televisão foi a minissérie JK, em que interpretou Juscelino Kubitschek na primeira fase da trama.Após perder o Oscar de Melhor Ator para Michael B. Jordan, Wagner Moura recebeu uma mensagem de apoio de sua colega de elenco Tânia Maria. “Wagner, meu filho, não se avexe com isso, não. Você já ganhou meu coração. Melhor do que esse prêmio não existe, não”, falou a atriz em uma publicação nas redes sociais. Em outro vídeo, ela reproduz uma de suas falas em O Agente Secreto. “Vou botar uma música para mudar esse clima”, diz.ProtestoO Agente Secreto saiu sem estatuetas do Oscar de 2026, em que concorria às categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, pelo papel de Wagner Moura, e Melhor Direção de Elenco, pelo trabalho de Gabriel Domingues.Conforme os vencedores da premiação foram sendo anunciados, brasileiros encheram publicações dos perfis oficiais da Academia com comentários negativos, ao protestar contra as derrotas do longa de Kleber Mendonça Filho.Na publicação dedicada a Cassandra Kulukundis, por exemplo, diretora de elenco premiada por Uma Batalha Após a Outra, que conquistou seis estatuetas, incluindo a de melhor filme, um usuário colocou as letras do hino do Brasil, enquanto outros disseram que o engajamento da Academia gerado por brasileiros estava chegando ao fim.Na postagem dedicada ao prêmio de Valor Sentimental, por sua vez, que desbancou o longa brasileiro na categoria de melhor filme internacional, há quem peça pela recontagem dos votos, com direito a pressão por uma “CPI do Oscar” enquanto outros questionam o troféu pelo elenco do longa de Joachim Trier estar “cheio de atores americanos”.No geral, e até mesmo em publicações voltadas a categorias em que o Brasil não apareceu entre os indicados, os brasileiros lotaram as redes da Academia com elogios a Wagner Moura, acusações de injustiça e mensagens irônicas que dizem que a qualidade do cinema nacional independe do parecer da premiação americana.