Caetano Veloso já bradou em uma de suas canções: “Os livros são objetos transcendentes, mas podemos amá-los de um amor táctil”. Nada mais verdadeiro entre o público que vai neste sábado (11) à Feira Literária e Sarau Beco das Palavras, que começa às 10 horas e vai até às 20 horas no Coletivo Centopeia, que fica na Praça Wilton Valente Chaves, no Setor Sul, em Goiânia. É a segunda edição do evento, que reúne sebos da capital e do interior, além de projetos literários que buscam valorizar o livro e a leitura, promovendo troca de obras, doação e adoção de exemplares e declamações públicas. Destaque para o Sarau Negritude Viva, que busca dar visibilidade à produção de autoras pretas da cena goiana. Um encontro, enfim, de quem sabe valorizar esse objeto que nos faz sonhar. “Desde seu surgimento, em 2007, o Coletivo Centopeia estruturou de forma espontânea uma biblioteca compartilhada. A gente ia juntando os livros, reunidos pelos fundadores e pelas pessoas que faziam parte da rede”, explica Paula Del Bianco, uma das criadoras desse espaço e que está produzindo a feira literária. “Cerca de dois anos depois, montamos a Biblioteca Colaborativa, que funciona até hoje dentro do espaço. Com o passar do tempo, a gente começou a receber doações de livros. Mas algumas não cabiam porque a biblioteca sempre foi para os profissionais da economia criativa e para os interessados nesse tema. E aí tivemos a vinda do Instituto Bacae para o Centopeia. O Bacae já tinha um sebo, que era um dos projetos que mantinha o espaço do instituto antes dele se integrar ao coletivo.”