Ninguém tem dúvidas de que a infância precisa de contato com a natureza para se desenvolver. Porém, cada vez mais, crianças brasileiras crescem entre muros e telas, com poucas oportunidades de brincar ao ar livre. A chamada “crise do emparedamento”, expressão usada para definir esse confinamento infantil, pode estar associada a problemas como ansiedade, alterações no sono, aumento de peso e até dificuldades de coordenação motora. O alerta é da engenheira florestal Maria Isabel de Barros, especialista em Infâncias e Natureza do Instituto Alana, que estará em Goiânia nesta quinta-feira (27) para participar do 3º Encontro Nacional da Primeira Infância (ENAPI), no Teatro Rio Vermelho. O evento é promovido pelo Instituto Rui Barbosa (IRB), pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) e por entidades que integram o Sistema Tribunais de Contas. Antes de desembarcar na capital, ela falou ao POPULAR sobre os impactos da falta de contato com espaços abertos e defendeu que brincar do lado de fora seja tratado como uma necessidade do desenvolvimento infantil, e não apenas como uma opção de lazer. Confira.