O acidente com o césio 137, em Goiânia, em 1987, deixou uma marca que não se limita ao campo sanitário ou histórico. Permanece como imagem e como sensação. O brilho do pó azul, tão bonito quanto perigoso, desafia o tempo e reaparece como matéria-prima da série Emergência Radioativa, da Netflix. A nova produção reacendeu o interesse do público pelo episódio. O acidente radiológico de Goiânia é apresentado como uma tragédia que não se resolveu completamente e, por isso mesmo, continua sendo revisitada por diferentes linguagens artísticas. Ao longo das décadas, a arte tem funcionado como um espaço paralelo de elaboração. Não para explicar o que aconteceu, mas para lidar com o que ficou. Ao longo das quase quatro décadas desde o acidente, filmes, livros, exposições e músicas focaram nos fragmentos do que foi vivido, omitido e do que ainda reverbera. Confira algumas das obras artísticas mais conhecidas inspiradas no césio 137.