Um panorama da produção artística goiana, brasileira e até internacional está disponível em diferentes pontos da capital durante o mês de janeiro de forma gratuita. Para quem busca programação cultural para os próximos dias, o POPULAR preparou um guia das exposições que seguem em cartaz em 2026. As mostras abrangem de arte contemporânea e fotografia a história, cultura popular e ancestralidade. Confira opções para visitar até o início de fevereiro, em Goiânia. Aproveite!Vila Cultural Cora CoralinaNa Grande Sala do centro cultural, o público pode conferir até o dia 18 de janeiro a mostra Caminhos de Terra e Vento, um intercâmbio cultural entre a arte contemporânea de Goiás e o Museum of Contemporary Art of the Americas, sediado em Miami (EUA), responsável pela Coleção Rodríguez. A coletiva mapeia a produção goiana e internacional, com 120 obras de 42 artistas da Coleção Rodríguez e 50 nomes consagrados de Goiás, com destaque para Siron Franco, Selma Parreira, Luiz Mauro e G. Fogaça.A Sala Antônio Poteiro recebe Caboclada: Encruzilhada Afroameríndia, que fica em cartaz até 30 de janeiro. Trata-se da primeira mostra do Núcleo Coletivo 22, composta por obras entre fotografia, corpo, som e expografia imersiva. A fotoperformance de Flávia Honorato conduz a vivência entre som, corpo e presença, enquanto a expografia de Cássia Oliveira cria um percurso que articula imagem, silêncio e ambientação sonora.Já na Sala Sebastião Barbosa está a pesquisa individual de Renato Reno em Depois do Sol, que fica aberta ao público até o dia 18. A exposição é composta por 25 obras criadas sobre papel de algodão utilizando técnicas mistas, com materiais como pastel seco, bastão oleoso, giz de cera, marcadores e canetas, de maneira que cor, linha e gesto ocupam o plano como matéria principal. A Vila Cultural Cora Coralina fica na Rua 3, Centro. O local funciona todos os dias, das 9 às 16 horas (fecha às 17 horas). A entrada é gratuita. Centro Cultural Octo MarquesA exposição O Sertão é o Nosso Centro apresenta instalações, vídeos e pinturas que dialogam com ancestralidade, cotidiano e a força estética do sertão. O artista plástico Dalton Paula é um dos curadores da mostra, que reúne os artistas Âmbar Moura, Ana Paula Sirino, Augusto César, Dara, Hortência Eduarda, Okun, Mestre Guaraná, Rebeca Miguel, Tor Teixeira, Walmir Elias e William Maia, residentes do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes.O centro cultural também recebe a exposição Poéticas de Subversão: Mulheres Artistas em Goiás, com obras de cinco artistas que questionam estruturas de apagamento e reafirmam o protagonismo feminino na arte. As criações de Anahy Jorge, Lucélia Maciel, Manuela Costa Silva, Gabriela Chaves e Xica envolvem pintura, fotografia, desenho, escultura e instalação. As duas mostras ficam abertas ao público até 2 de fevereiro. O Centro Cultural Octo Marques fica no Edifício Parthenon Center, na Rua 4, 515, no Centro. A visitação pode ser feita todos os dias, das 9 às 16 horas (fecha às 17 horas). A entrada é gratuita.Museu de Arte de GoiâniaReconhecimento e Gratidão - O Legado de um Pioneiro reúne 84 obras criadas por Amaury Menezes, um dos maiores artistas goianos vivos do século 20. Até o dia 18 de janeiro, o público pode conferir as crônicas do cotidiano pinceladas por Amaury em 84 obras do acervo do próprio museu, além de coleções particulares de inúmeras pessoas que ajudaram na realização da mostra. O MAG fica no Bosque dos Buritis, no Setor Oeste. O funcionamento é de terça a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas. Sábados, domingos e feriados, das 8 às 18 horas. Entrada gratuita.Museu Frei Confaloni A mostra Venerando 360 - Os Vários Lados do Primeiro Prefeito de Goiânia segue em cartaz até o dia 14 de janeiro. Essa é a maior exposição já realizada em Goiás sobre a vida e trajetória de Venerando, reunindo mais de 200 peças históricas como fotografias originais, documentos pessoais, o diploma de prefeito de 1950 e mapas da Goiânia antiga. A curadoria é do jornalista Iúri Rincon Godinho. O museu fica na Avenida Goiás, nº 1799, Centro. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. A entrada é gratuita.Centro Cultural UFGAté o dia 14 de fevereiro está em cartaz a exposição coletiva O Volume Da Chuva é que Decifra o Dilúvio, reunindo obras de 30 artistas entre integrantes do acervo do CCUFG e convidados. A mostra celebra os 15 anos de existência do centro cultural, com curadoria assinada por Paulo Duarte-Feitoza, com obras de nomes como Ana Maria Pacheco, Octo Marques, Dalton Paula, Marcelo Solá, Selma Parreira e Tomie Ohtake. O CCUFG fica na Avenida Universitária, 1533, no Setor Universitário. A visitação é de segunda a sexta, das 10h às 17h30. A entrada é gratuita.Museu da Imagem e do Som de GoiásO museu recebe até o dia 22 de janeiro a exposição Ichi-go Ichi-e: Um Momento, Um Encontro. O artista plástico Rafael Abdala e o artista marcial Bruno Alcantara apresentam um diálogo inédito entre a arte contemporânea e as artes tradicionais dos samurais japoneses, por meio de pinturas que incorporam cortes reais de kenjutsu e iaijutsu — técnicas ancestrais da espada. O MIS fica no Centro Cultural Marietta Telles Machado, na Praça Cívica. O funcionamento é de segunda a sexta, das 9 às 16 horas (fecha às 17 horas), e sábado, das 9 às 12 horas (fecha às 13 horas). A entrada é gratuita.Cerrado GaleriaA exposição individual Apalpar o Céu com os Pés, da artista Rebeca Miguel, exibe um conjunto de pinturas e desenhos que evidenciam a percepção circular do tempo. Também na galeria está a exposição A Parte do Fogo, do artista Vanderlei Lopes, que traz o fogo como assunto, técnica e processo em esculturas e desenhos. As duas exposições ficam em cartaz até 13 de fevereiro. A Cerrado Galeria fica na Rua 84, 61, no Setor Sul. A visitação é de segunda a sexta, das 10 às 19 horas e aos sábados, das 10 às 13 horas. A entrada é gratuita.