Após mais de 20 anos morando em São Paulo, onde iniciou sua trajetória profissional, a diretora, roteirista e produtora Tarsila Araújo volta a viver em Goiânia, sua cidade natal, em meio a um processo de reconexão com suas raízes e aproximação com o cinema feito por aqui. Ela apresentou dois filmes na 17ª Mostra O Amor, a Morte e as Paixões, entre eles Felicidade (2024), seu primeiro longa-metragem que teve sessão de estreia com ingressos esgotados. “Esse encontro do filme com o público e com a equipe goiana me trouxe um reencontro com a cidade e a vontade de realizar mais filmes aqui”, revela. O começo de Tarsila na área do cinema e audiovisual foi um pouco diferente. Quando se mudou para a capital paulista, a intenção inicial não era trabalhar fazendo filmes. “Eu fiz bacharelado em Estatística na Universidade de São Paulo (USP)”, conta. “Como me mudei para a cidade, passei a frequentar a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e outras. Foi quando entrei em contato com o cinema brasileiro que estava sendo lançado na época: Durval Discos (de Anna Muylaert), Cidade de Deus (Fernando Meirelles), Edifício Master (Eduardo Coutinho) e logo decidi por seguir essa carreira”, lembra.