Ainda não assisti ao filme baseado na Odisseia de Homero, e as críticas que li não são muito animadoras. O livro, ao contrário, é lindo, pleno de belos versos, como: “lá vinha Aurora, a filha da manhã, com seus róseos dedos”... Palas Atena, a deusa de olhos verde-mar, como a chama Homero ao longo de toda a Odisseia, aconselha Telêmaco, o filho de Ulisses, a procurar por seu pai, há muito ausente, dizendo: “Parte a indagar de teu pai; talvez algum mortal te possa falar dele; talvez ouça a voz do oráculo de Zeus, a principal fonte de informação para a humanidade”. Quer dizer que Zeus, o deus supremo dos gregos, o imortal habitante do Olimpo, respondia às consultas de seus devotos, e não se fechava no céu, calado, apenas ouvindo as súplicas ou respondendo a elas através de sinais. A Odisseia é um clássico fundador da literatura mundial que não à toa inspirou tantos criadores, ao longo de milênios, como, por exemplo, James Joyce, escritor irlandês, autor de um “Ulisses” moderno.