Neste momento, em que digito esta crônica, estou no banco de trás de um Uber. O motorista já buzinou seis vezes desde que entrei no carro, num período de 18 minutos, Ou seja, sua média foi de uma buzinada raivosa a cada 3 minutos. Desde o oi frio, inaudível, eu já sabia que ele não estava para amigos. No curto trajeto da minha casa ao bar, ele já se estressou algumas vezes, mas não só ele. Já passamos por duas brigas alheias, gente discutindo em plena sexta-feira, dia geralmente associado ao relaxamento e alto astral. Uma dessas beligerâncias automotivas foi por uma van estacionada em lugar errado, seu motorista batia boca com dois carros que queriam escapar do entrave causado por ela. E o pior é que está muito trânsito, ainda vou ficar um tempo aqui no carro, à mercê do trânsito e de sua aparente Guerra Mundial Automotiva. E, assim, Copacabana sempre está muito trânsito, é muito mal planejada, ou será que talvez é porque a população de lá seja entusiasta da porradaria generalizada? Será que eles criam propositalmente o trânsito, sabendo que outros vão reclamar e criar uma confusão, um tumulto. É a única explicação, amor ao esporte “Bater boca na rua”.