Ano de Copa do Mundo, 2026 me provoca reflexões sobre o esporte que ocupa boa parte do meu tempo de lazer e entretenimento. Volta à memória a infância em Anápolis, onde tive o privilégio de assistir a um jogo de futebol profissional pela primeira vez na vida: uma partida do Ipiranga Atlético Clube, e a suprema emoção de assistir à transmissão pela TV da vitória do Brasil na Copa do México de 1970. Ali nasceu minha paixão pelo futebol. Naqueles anos, a Vila Jaiara era o centro do nosso mundo, mas no orfanato eu repetia, silenciosamente, um mantra: um dia vou sair daqui e fazer vestibular em Goiânia. Hoje, aos 71 anos, esse parece ser um percurso transparente, quase linear. Não foi, porque entremeado de noites e dias de dúvida, de medo e insegurança. Quando passei no vestibular, mudei-me para Goiânia e aqui comecei a torcer pelo time do coração: o Vila Nova Futebol Clube.