A memória é uma vela que a gente acende no fogo de outra vela e de outra vela... Já contei tantas histórias quando me perguntaram como foi meu início nesse jornal aqui, em 2016. Falei do telefonema do editor me convidando para fazer parte do novo elenco de cronistas regulares; do meu sim muito rápido; do meu medo na primeira semana; das minhas dúvidas e da descoberta dos meus assuntos; do descobrimento da minha linguagem... No entanto, ontem, fuçando na TV, parei no título de um filme sobre o Luis Fernando Verisimo. Coloquei a biografia para rodar e me lembrei de uma história minha mais antiga com a crônica. Acendi minha vela na vela do gaúcho. Não foi no jornal que aprendi a escrever crônicas. Foi nos livros. Eu já tinha devorado Verissimo na minha infância inteira quando o editor me ligou e fez o convite.