Mais difícil do que lidar com a saudade, é equacionar os sentimentos de perda e desolação, com a constante consciência da injustiça perpetrada contra um filho, um irmão, um amigo. Em 5 de julho de 2012, há 14 anos, um jovem pai de família foi assassinado no estacionamento de um supermercado de Goiânia, no lusco-fusco do final do dia e começo da noite, quando ia comprar fraldas para seu filho que ia nascer. Deixou mulher, filho, irmãos, pais e uma infinidade de amigos. Este rapaz era o advogado Davi Sebba Ramalho, de 38 anos, que foi morto dentro de seu carro em movimento, por disparo de arma de fogo. A bala atravessou seu coração e sua morte foi instantânea. Toda a ação foi conduzida por policiais à paisana, e compatível com uma emboscada para execução sumária. Após o homicídio, os criminosos modificaram a cena do crime, retirando o corpo de Davi do veículo, plantando uma arma raspada no banco do passageiro do carro para simular que pertencia a ele e que fora usada por ele, quando se constatou que Davi tinha as duas mãos no volante e, portanto, ele não poderia estar empunhando uma arma.