Um gritava de um lado, 30 segundos depois, a gente gritava do outro. Era quase gol pra cá, quase gol pra lá, mas, na verdade, o placar continuava zerado. Chegou uma hora em que ninguém entendia mais nada e a disputa já era para descobrir quem estava mais atrasado. Foi assim que acompanhei, com delay, a eliminação da seleção brasileira para a Noruega na Copa do Mundo, na casa da minha irmã. O dia era de festa. Cerveja gelada, petiscos prontos e a família reunida, otimista para acompanhar a classificação do Brasil para a próxima fase do Mundial. Todo mundo estava ansioso e o bolão era amplamente favorável à seleção de Carlo Ancelotti. Do outro lado do muro, os vizinhos pensaram a mesma coisa e organizaram uma resenha para acompanhar o duelo contra o gigante atacante norueguês. O jogo mal começou e já parecia estar 3 a 3.