Cresci numa família boleira. Meu irmão foi jogador federado do Goiás e do Vila Nova, meu pai já brincou de ser cartola, apadrinhando a base do Aparecidense e levando-a para treinar nos campos de futebol do Country Clube, e um tio que morava na esquina da minha casa era comentarista esportivo de rádio, fanático pelo Galo. De toda a safra masculina da familia, eu era o menos provável de acabar me dando bem nesse mundo da bola. Ninguém esperava, muito menos eu, que teria contrato com CBF, Libertadores, Ronaldo Fenômeno, SporTV, Flamengo, Palmeiras, Redbull Bragantino, Pacaembu e CazéTV. Não por causa do meu talento em campo, jamais fui grande entusiasta de esforço físico, mas, sim, porque acabei virando roteirista de todos os players supracitados. Aparentemente, a galera do esporte curte a minha escrita. E eu os curto de volta.