Contou aventuras que renderiam narrativa de jornada do herói. Imigrante tentando a sorte em outros continentes, amores proibidos e perigosos, amizades com prostitutas e outras criaturas da noite em metrópole cosmopolita. Depois, mais uma guinada, viver no litoral, viajando de um canto a outro em cenários paradisíacos, sobrevivendo de bicos, antes de se embrenhar no sertão para conferir montanhas e cachoeiras. Era livre. Invejei a liberdade, um contraste com minha vida ancorada na maternidade atípica na linha paralela do mesmo tempo. Também desbravei territórios, a maioria no meu mundo interior, experimentando na carne versos decorados no colégio de freiras: “Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração”. Amadureci com esse amor pleno de conflitos e desafios que se tornou meu maior sustento vital. Simbiose, definiu uma neuropediatra, muito tempo atrás, porque é explícita a relação de dependência. Livre?