A primavera chegou anunciada por uma chuva gostosa. Um alívio, um alento, a lembrar de ciclos, que épocas difíceis passam, que a angústia assimilada deixa de assustar tanto e abre possibilidades de escolhas mais favoráveis. Ainda assim, experimentava luto de perdas afetivas e uma inquietação diante dos fatos. Derrocada do multilateralismo, ascensão do mais forte sem qualquer argumento que não a própria força e arrogância, guerras se alastrando no rastro da prepotência, intolerância, ignorância, mentiras disseminadas corroendo a razão e propagando discursos de ódio. CEOs que lucram com inteligência artificial fazendo alerta sobre freios a avanços que dizem não saber onde vão dar ou se poderão controlar. Eventos climáticos devastadores, morte, sofrimento, prejuízos. Eleições chegando com acirramento da polarização, o “nós contra eles”, não importam informações, trajetórias, denúncias, tentativas de diálogo, tudo inútil, também por aqui o que se impõe é a força do ódio contra o “inimigo” a ser derrotado.